Sobre o tema
A política externa brasileira após a Proclamação da República (1889) é marcada por continuidades e rupturas. Diferentemente do que sugere o enunciado, a chamada 'Primeira República' (1889-1930) foi um período de intensa atuação diplomática, especialmente sob a liderança do Barão do Rio Branco (1902-1912). Esse chanceler consolidou fronteiras através de arbitramentos e negociações, como o Tratado de Petrópolis (1903) com a Bolívia, que anexou o Acre. Além disso, a diplomacia brasileira buscou estreitar laços com os Estados Unidos (aproximação que culminou na participação na Conferência de Haia em 1907) e defendeu princípios como a não intervenção e a solução pacífica de controvérsias. A inserção comercial do país no início do século XX também foi ativamente promovida, com abertura de mercados para o café e outros produtos. A tese de que o Brasil se absteve de atuar em momentos importantes não se sustenta historicamente.
Tópicos relacionados
- Barão do Rio Branco e a consolidação das fronteiras
- Política externa da Primeira República (1889-1930)
- Inserção econômica internacional do Brasil no início do século XX
- Arbitramentos internacionais e tratados de limites
Enunciado
No campo da política externa após a instauração da República, a diplomacia brasileira rompeu com a tradição de desempenhar papel decisivo na evolução histórica do país, abstendo-se de atuar em momentos importantes como os que marcaram a inserção comercial do país no mundo, os fluxos migratórios, a definição de fronteiras e a consequente consolidação da unidade territorial do país, o que só foi retomado com o protagonismo do Brasil em questões internacionais no início do século XXI.
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Perguntas frequentes
Qual foi o papel do Barão do Rio Branco na política externa brasileira?
O Barão do Rio Branco, como chanceler (1902-1912), foi responsável por resolver pacificamente diversas questões de fronteira, consolidando o território nacional. Utilizou arbitramentos internacionais e negociações bilaterais, como no caso do Acre com a Bolívia e da fronteira com a Guiana Francesa.
O Brasil se absteve de atuar em momentos importantes da política internacional no início da República?
Não. O Brasil participou ativamente de conferências internacionais, como a de Haia (1907), e buscou alinhamento com os Estados Unidos, além de defender princípios como a não intervenção. A diplomacia republicana também promoveu a imigração europeia e acordos comerciais.
Como a diplomacia brasileira lidou com a inserção comercial do país no início do século XX?
O Brasil buscou expandir mercados para seus produtos primários, especialmente o café, através de tratados comerciais e participação em exposições internacionais. A atuação diplomática visava garantir acesso preferencial a mercados como o norte-americano e europeu.