Sobre o tema
A República Velha (1889-1930) no Brasil foi marcada por um sistema político oligárquico, onde o poder era exercido por elites regionais, especialmente as cafeicultoras de São Paulo e Minas Gerais. Esse período é frequentemente analisado sob a ótica das fraudes eleitorais, do voto a descoberto e da confecção de mapas eleitorais que garantiam a perpetuação no poder. A década de 1920 foi palco de contestação a esse sistema, com movimentos como o tenentismo e a Coluna Prestes, que criticavam a estrutura 'carcomida' da política. No entanto, a falta de uma ação armada unificada e a recusa em adotar métodos revolucionários impediram o colapso imediato do regime, que só viria com a Revolução de 1930 e a instalação do Estado Novo em 1937.
Tópicos relacionados
- República Velha e política oligárquica
- Fraudes eleitorais e voto a descoberto
- Crise de hegemonia nos anos 1920
- Tenentismo e Coluna Prestes
- Transição para o Estado Novo
Enunciado
A independência do Brasil, formalizada em 1822, está vinculada aos acontecimentos europeus e brasileiros que compõem a “Era das Revoluções”, entre fins do século XVIII e princípios do século XIX. Da extinção do monopólio comercial metropolitano ao intento recolonizador português, a partir da Revolução do Porto de 1820, os fatos se sucederam de modo a preparar o rompimento dos laços de subordinação do Brasil a Portugal. Independência e das décadas iniciais do regime imperial Estruturas sociais e políticas criadas no período colonial e mantidas em grande parte pelo regime monárquico não foram combatidas pela elite oligárquica republicana que ajudou a derrubar a Monarquia, pois, em grande parte, ela mesma se beneficiava dessas estruturas arcaicas. ao fim do Estado Novo. São Paulo: Contexto, 2017, p.8 (com adaptações). os itens subsequentes, acerca do processo histórico brasileiro relativo à colonização, ao Império e à República. A década de 1920 foi palco, no Brasil, da séria crise socioeconômica e política cuja solução somente se daria, de fato, com a instalação do Estado Novo, em 1937. Do ponto de vista político, tratou-se de uma crise de hegemonia que pode ser desdobrada em dois momentos, o primeiro dos quais abarcou os anos 20, que teve como sentido último a contestação à preponderância da burguesia cafeeira, que culminou com a conhecida revolução de 30. Campus, 1996, p. 256 (com adaptações). denominada República Velha.
Eleições fraudadas, com voto a descoberto e confecção de mapas eleitorais por meio dos quais as oligarquias exerciam o poder local, caracterizaram uma estrutura política “carcomida”, como a qualificavam grupos políticos que a combateram nos anos 1920, os quais, entretanto, foram incapazes de determinar o colapso do regime por terem se recusado a realizar ações armadas.
Alternativas
- C)
Certo
- E)
Errado
Avaliar: +1 XP. Favoritar: salva pra revisar. Comentar: +5 XP + 1 credito IA.
Comentarios (0)
Carregando comentarios...
Perguntas frequentes
O que caracterizava o sistema político da República Velha?
O sistema era dominado por oligarquias estaduais, que controlavam as eleições por meio de fraudes, voto a descoberto e manipulação de mapas eleitorais, garantindo a alternância de poder entre São Paulo e Minas Gerais na chamada 'política do café com leite'.
Por que os movimentos de oposição dos anos 1920 não conseguiram derrubar o regime?
Apesar de críticas à estrutura política, os grupos opositores, como os tenentes, não adotaram uma estratégia armada unificada e muitas vezes recusaram ações militares decisivas, o que permitiu ao regime se manter até 1930.
Qual foi o papel das fraudes eleitorais na manutenção do poder oligárquico?
As fraudes permitiam que as oligarquias locais perpetuassem seu controle político, invalidando a oposição e garantindo a eleição de candidatos alinhados aos interesses regionais, especialmente os cafeicultores.