Sobre o tema
A política, segundo Paul Valéry, passa por duas fases históricas: no autoritarismo excludente, as pessoas são impedidas de cuidar de seus próprios interesses; na democracia incompleta, são coagidas a decidir sobre temas que desconhecem. O elemento comum é que, em ambas, minoria detém o controle das decisões. Essa visão crítica aponta limites tanto de regimes fechados quanto de democracias representativas, onde elites políticas centralizam o poder.
Tópicos relacionados
- Autoritarismo excludente
- Democracia representativa
- Participação popular
- Elite política
- Teoria democrática
Enunciado
A política foi, inicialmente, a arte de impedir as pessoas de se ocuparem do que lhes diz respeito. Posteriormente, passou a ser a arte de compelir as pessoas a decidirem sobre aquilo de que nada entendem.
VALÉRY, P. Cadernos. Apud BENEVIDES, M. V. M.
A cidadania ativa. São Paulo: Ática, 1996.
Nessa definição, o autor entende que a história da política está dividida em dois momentos principais: um primeiro, marcado pelo autoritarismo excludente, e um segundo, caracterizado por uma democracia incompleta. Considerando o texto, qual é o elemento comum a esses dois momentos da história política?
Alternativas
- A)
A distribuição equilibrada do poder.
- B)
O impedimento da participação popular.
- C)
O controle das decisões por uma minoria.
- D)
A valorização das opiniões mais competentes.
- E)
A sistematização dos processos decisórios.
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Perguntas frequentes
O que caracteriza o autoritarismo excludente?
É um regime onde a população é impedida de participar das decisões políticas, com poder concentrado em uma minoria que controla o Estado.
Por que a democracia representativa pode ser considerada incompleta?
Porque a participação popular se limita ao voto periódico, enquanto as decisões cotidianas ficam nas mãos de representantes que podem não refletir a vontade popular.
Como a crítica de Valéry se relaciona com a teoria das elites?
A teoria das elites, de Pareto e Mosca, sustenta que sempre uma minoria governa; a crítica de Valéry reforça que mesmo em democracias, o controle minoritário persiste.