Ano 2010#ciencias-humanas

Sobre o tema

Maquiavel, em sua obra "O Príncipe", inaugurou o pensamento político moderno ao separar a moral religiosa da arte de governar. Para ele, a manutenção da ordem social justifica ações que, em outros contextos, seriam consideradas cruéis. O conceito de "razão de Estado" permite ao governante agir conforme a necessidade de manter o poder e a estabilidade, mesmo que isso implique em atos tirânicos. Essa abordagem realista e pragmática contrasta com visões idealistas anteriores, que vinculavam a política a preceitos éticos absolutos. A questão exige compreender que, para Maquiavel, a moral do príncipe é subordinada à conveniência política, ou seja, o fim (ordem e unidade) justifica os meios (inclusive a crueldade).

Tópicos relacionados

  • Maquiavel e o pensamento político moderno
  • Razão de Estado e realismo político
  • Separação entre moral e política
  • O Príncipe e a manutenção do poder
  • Ética maquiavélica e conveniência

Enunciado

O príncipe, portanto, não deve se incomodar com a reputação de cruel, se seu propósito é manter o povo unido e leal. De fato, com uns poucos exemplos duros poderá ser mais clemente do que outros que, por muita piedade, permitem os distúrbios que levem ao assassínio e ao roubo.

MAQUIAVEL, N. O Príncipe, São Paulo: Martin Claret, 2009.

No século XVI, Maquiavel escreveu O Príncipe, reflexão sobre a Monarquia e a função do governante. A manutenção da ordem social, segundo esse autor, baseava-se na

Alternativas

  • A)

    Inércia do julgamento de crimes polêmicos.

  • B)

    Bondade em relação ao comportamento dos mercenários.

  • C)

    Compaixão quanto à condenação de transgressões religiosas.

  • D)

    Neutralidade diante da condenação dos servos.

  • E)

    Conveniência entre o poder tirânico e a moral do príncipe.

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Perguntas frequentes

O que é a 'razão de Estado' em Maquiavel?

É a ideia de que o governante pode agir fora da moral comum para preservar a segurança e a estabilidade do Estado, priorizando o bem coletivo sobre princípios éticos individuais.

Maquiavel defendia a tirania?

Não exatamente. Ele analisava a realidade política de forma pragmática, reconhecendo que, em certas circunstâncias, medidas severas são necessárias para manter a ordem, mas não defendia a tirania como fim em si mesma.

Qual a principal contribuição de 'O Príncipe' para a ciência política?

A obra rompeu com a tradição de vincular a política à moral cristã, estabelecendo uma abordagem realista e autônoma para o estudo do poder, baseada na observação dos fatos e na eficácia das ações.

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