Sobre o tema
O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) é uma entidade brasileira criada em 1980 para zelar pela ética na publicidade. Sua função é analisar denúncias de consumidores e aplicar punições quando anúncios desrespeitam normas. O texto analisado, veiculado pela revista Veja em 2009, emprega uma linguagem autoirônica e direta para apresentar o Conar ao público geral. A seleção lexical, com termos como “mentira” e “meia-verdade”, busca aproximar o leitor e explicar a missão do conselho. Compreender o objetivo desse anúncio é essencial para interpretar textos publicitários e suas intenções comunicativas, especialmente no contexto do Enem.
Tópicos relacionados
- Autorregulamentação publicitária no Brasil
- Função e atuação do Conar
- Ética na propaganda e direitos do consumidor
- Interpretação de textos publicitários
- Recursos linguísticos em anúncios institucionais
Enunciado

Nós adoraríamos dizer que somos perfeitos. Que somos infalíveis. Que não cometemos nem mesmo o menor deslize. E só não falamos isso por um pequeno detalhe: seria uma mentira. Aliás, em vez de usar a palavra “mentira”, como acabamos de fazer, poderíamos optar por um eufemismo. “Meia-verdade”, por exemplo, seria um termo muito menos agressivo. Mas nós não usamos esta palavra simplesmente porque não acreditamos que exista uma “Meia-verdade”. Para o Conar, Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, existem a verdade e a mentira. Existem a honestidade e a desonestidade. Absolutamente nada no meio. O Conar nasceu há 29 anos (viu só? não arredondamos para 30) com a missão de zelar pela ética na publicidade. Não fazemos isso porque somos bonzinhos (gostaríamos de dizer isso, mas, mais uma vez, seria mentira). Fazemos isso porque é a única forma da propaganda ter o máximo de credibilidade. E, cá entre nós, para que serviria a propaganda se o consumidor não acreditasse nela?
Qualquer pessoa que se sinta enganada por uma peça publicitária pode fazer uma reclamação ao Conar. Ele analisa cuidadosamente todas as denúncias e, quando é o caso, aplica a punição.
Anúncio veiculado na Revista Veja. São Paulo: Abril. Ed. 2120, ano 42, n° 27, 8 jul. 2009.
Considerando a autoria e a seleção lexical desse texto, bem como os argumentos nele mobilizados, constata-se que o objetivo do autor do texto é
Alternativas
- A)
Informar os consumidores em geral sobre a atuação do Conar.
- B)
Conscientizar publicitários do compromisso ético ao elaborar suas peças publicitárias.
- C)
Alertar chefes de família, para que eles fiscalizem o conteúdo das propagandas veiculadas pela mídia.
- D)
Chamar a atenção de empresários e anunciantes em geral para suas responsabilidades ao contratarem publicitários sem ética.
- E)
Chamar a atenção de empresas para os efeitos nocivos que elas podem causar à sociedade, se compactuarem com propagandas enganosas.
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Perguntas frequentes
O que é o Conar e qual sua principal função?
O Conar é o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, criado em 1980 para zelar pela ética na publicidade. Sua principal função é analisar denúncias de consumidores e aplicar punições a anúncios que violem o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária.
Como o Conar contribui para a credibilidade da propaganda?
Ao fiscalizar e punir anúncios enganosos ou ofensivos, o Conar garante que a propaganda mantenha padrões éticos, aumentando a confiança do consumidor. Isso é fundamental porque a eficácia da publicidade depende da credibilidade perante o público.
Qual a diferença entre autorregulamentação e regulação estatal na publicidade?
A autorregulamentação é feita pelo próprio setor publicitário, por meio de um conselho como o Conar, enquanto a regulação estatal envolve leis e órgãos governamentais. A autorregulamentação é mais ágil e específica, mas ambas buscam proteger o consumidor.