Ano 2011

Sobre o tema

O uso dos pronomes pessoais do caso reto (eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas) e do caso oblíquo (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes) é um tópico central da gramática normativa da língua portuguesa. A distinção entre essas formas está diretamente ligada às funções sintáticas que exercem: sujeito (reto) e complemento (oblíquo). Desvios como o uso de 'eu' como objeto direto ou 'mim' como sujeito são comuns na fala coloquial, mas na escrita formal são considerados inadequados. A tira de Luis Fernando Veríssimo, com personagens cobras, explora humoristicamente essa confusão, destacando a importância da norma padrão para a clareza e correção gramatical. Compreender essa regra é essencial para a produção de textos formais e para o bom desempenho em exames como o ENEM.

Tópicos relacionados

  • Pronomes pessoais retos e oblíquos
  • Funções sintáticas de sujeito e objeto
  • Regência verbal e pronominal
  • Norma padrão da língua portuguesa
  • Humor e gramática em tirinhas

Enunciado

![](https://enem.dev/2011/questions/129/5e1eed51-8dca-463c-8587-c0578dda1639.png)

VERÍSSIMO, L. F. As cobras em: Se Deus existe que eu seja atingido por um raio. Porto Alegre: L&PM, 1997.

O humor da tira decorre da reação de uma das cobras com relação ao uso de pronome pessoal reto, em vez de pronome oblíquo. De acordo com a norma padrão da língua, esse uso é inadequado, pois

Alternativas

  • A)

    Contraria o uso previsto para o registro oral da língua.

  • B)

    Contraria a marcação das funções sintáticas de sujeito e objeto.

  • C)

    Gera inadequação na concordância com o verbo.

  • D)

    Gera ambiguidade na leitura do texto.

  • E)

    Apresenta dupla marcação de sujeito.

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Perguntas frequentes

Qual a diferença entre pronome pessoal reto e oblíquo?

Pronomes retos (eu, tu, ele, nós, vós, eles) exercem função de sujeito; oblíquos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes) exercem função de complemento verbal ou nominal.

Por que 'vi eu' é considerado errado na norma padrão?

Porque após verbos transitivos diretos, o pronome deve ser oblíquo ('vi-o' ou 'vi você'). 'Eu' é pronome reto, usado para sujeito, não para objeto direto.

O uso de pronome reto como objeto é aceito na fala cotidiana?

Sim, é comum na linguagem coloquial, mas a norma padrão exige o oblíquo. Em contextos formais ou escritos, deve-se evitar essa construção.