Sobre o tema
O uso dos pronomes pessoais do caso reto (eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas) e do caso oblíquo (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes) é um tópico central da gramática normativa da língua portuguesa. A distinção entre essas formas está diretamente ligada às funções sintáticas que exercem: sujeito (reto) e complemento (oblíquo). Desvios como o uso de 'eu' como objeto direto ou 'mim' como sujeito são comuns na fala coloquial, mas na escrita formal são considerados inadequados. A tira de Luis Fernando Veríssimo, com personagens cobras, explora humoristicamente essa confusão, destacando a importância da norma padrão para a clareza e correção gramatical. Compreender essa regra é essencial para a produção de textos formais e para o bom desempenho em exames como o ENEM.
Tópicos relacionados
- Pronomes pessoais retos e oblíquos
- Funções sintáticas de sujeito e objeto
- Regência verbal e pronominal
- Norma padrão da língua portuguesa
- Humor e gramática em tirinhas
Enunciado

VERÍSSIMO, L. F. As cobras em: Se Deus existe que eu seja atingido por um raio. Porto Alegre: L&PM, 1997.
O humor da tira decorre da reação de uma das cobras com relação ao uso de pronome pessoal reto, em vez de pronome oblíquo. De acordo com a norma padrão da língua, esse uso é inadequado, pois
Alternativas
- A)
Contraria o uso previsto para o registro oral da língua.
- B)
Contraria a marcação das funções sintáticas de sujeito e objeto.
- C)
Gera inadequação na concordância com o verbo.
- D)
Gera ambiguidade na leitura do texto.
- E)
Apresenta dupla marcação de sujeito.
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Perguntas frequentes
Qual a diferença entre pronome pessoal reto e oblíquo?
Pronomes retos (eu, tu, ele, nós, vós, eles) exercem função de sujeito; oblíquos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes) exercem função de complemento verbal ou nominal.
Por que 'vi eu' é considerado errado na norma padrão?
Porque após verbos transitivos diretos, o pronome deve ser oblíquo ('vi-o' ou 'vi você'). 'Eu' é pronome reto, usado para sujeito, não para objeto direto.
O uso de pronome reto como objeto é aceito na fala cotidiana?
Sim, é comum na linguagem coloquial, mas a norma padrão exige o oblíquo. Em contextos formais ou escritos, deve-se evitar essa construção.