Sobre o tema
O tema da fugacidade do tempo é recorrente na literatura e permeia a obra da poetisa uruguaia Circe Maia. Em 'El robo', a autora utiliza imagens poéticas para expressar a angústia diante da rapidez com que os dias passam, contrastando a percepção infantil do tempo com a experiência adulta. A metáfora do 'ladrão' que rouba a vida sintetiza a sensação de perda e impotência. Compreender esse poema exige analisar recursos como a personificação e a antítese (espaços abertos vs. tempo comprimido), além de contextualizá-lo na poesia hispano-americana contemporânea, que frequentemente explora a subjetividade e a passagem do tempo. O estudo dessa obra contribui para o debate sobre a percepção temporal e suas implicações existenciais.
Tópicos relacionados
- Fugacidade do tempo na poesia
- Circe Maia e a poesia uruguaia
- Análise de metáforas e personificações
- Contraste entre infância e vida adulta
- Tempo como ladrão existencial
Enunciado
El robo
Para los niños
anchos espacios tiene el día
y las horas
son calles despejadas
abiertas avenidas.
A nosotros, se estrecha
el tiempo de tal modo
que todo está apretado y oprimido.
Se atropellan los tiempos
Casi no da lugar un día a otro.
No bien ha amanecido
cae la luz a pique
en veloz mediodía
y apenas la contemplas
huye en atardeceres
hacia pozos de sombra.
Dice una voz:
entre vueltas y vueltas
se me fue el día.
Algún ladrón
oculto roba mi vida.
MAIA, C. Obra poética. Montevidéu: Rebecalinke, 2010.
O poema El robo, de Circe Maia, poetisa uruguaia contemporânea, trata do(a)
Alternativas
- A)
Problema do abandono de crianças nas ruas.
- B)
Excesso de trabalho na sociedade atual.
- C)
Angústia provocada pela fugacidade do tempo.
- D)
Violência nos grandes centros urbanos.
- E)
Repressão dos sentimentos e da liberdade.
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Perguntas frequentes
Qual é a principal figura de linguagem usada no poema 'El robo'?
A principal figura de linguagem é a metáfora, que compara o tempo a um ladrão que rouba a vida. Também se destaca a personificação do tempo ('se atropellan los tiempos') e a antítese entre o tempo infantil (amplo) e o adulto (comprimido).
Como Circe Maia aborda a passagem do tempo em relação à infância?
Circe Maia contrasta a percepção infantil do tempo, caracterizada por 'anchos espacios' e 'calles despejadas', com a visão adulta, onde o tempo é estreito e opressor. A infância representa liberdade e lentidão, enquanto a vida adulta é marcada pela aceleração e perda.
Por que o poema se chama 'El robo'?
O título 'El robo' (O roubo) refere-se à ideia de que algo ou alguém, oculto, rouba a vida do eu lírico. Esse 'ladrão' é uma metáfora para a fugacidade do tempo, que subtrai momentos e a própria existência sem que se perceba.