Ano 2014

Sobre o tema

O tema da fugacidade do tempo é recorrente na literatura e permeia a obra da poetisa uruguaia Circe Maia. Em 'El robo', a autora utiliza imagens poéticas para expressar a angústia diante da rapidez com que os dias passam, contrastando a percepção infantil do tempo com a experiência adulta. A metáfora do 'ladrão' que rouba a vida sintetiza a sensação de perda e impotência. Compreender esse poema exige analisar recursos como a personificação e a antítese (espaços abertos vs. tempo comprimido), além de contextualizá-lo na poesia hispano-americana contemporânea, que frequentemente explora a subjetividade e a passagem do tempo. O estudo dessa obra contribui para o debate sobre a percepção temporal e suas implicações existenciais.

Tópicos relacionados

  • Fugacidade do tempo na poesia
  • Circe Maia e a poesia uruguaia
  • Análise de metáforas e personificações
  • Contraste entre infância e vida adulta
  • Tempo como ladrão existencial

Enunciado

El robo

Para los niños
anchos espacios tiene el día
y las horas
son calles despejadas
abiertas avenidas.

A nosotros, se estrecha
el tiempo de tal modo
que todo está apretado y oprimido.

Se atropellan los tiempos
Casi no da lugar un día a otro.
No bien ha amanecido
cae la luz a pique
en veloz mediodía
y apenas la contemplas
huye en atardeceres
hacia pozos de sombra.

Dice una voz:
entre vueltas y vueltas
se me fue el día.

Algún ladrón
oculto roba mi vida.

MAIA, C. Obra poética. Montevidéu: Rebecalinke, 2010.

O poema El robo, de Circe Maia, poetisa uruguaia contemporânea, trata do(a)

Alternativas

  • A)

    Problema do abandono de crianças nas ruas.

  • B)

    Excesso de trabalho na sociedade atual.

  • C)

    Angústia provocada pela fugacidade do tempo.

  • D)

    Violência nos grandes centros urbanos.

  • E)

    Repressão dos sentimentos e da liberdade.

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Perguntas frequentes

Qual é a principal figura de linguagem usada no poema 'El robo'?

A principal figura de linguagem é a metáfora, que compara o tempo a um ladrão que rouba a vida. Também se destaca a personificação do tempo ('se atropellan los tiempos') e a antítese entre o tempo infantil (amplo) e o adulto (comprimido).

Como Circe Maia aborda a passagem do tempo em relação à infância?

Circe Maia contrasta a percepção infantil do tempo, caracterizada por 'anchos espacios' e 'calles despejadas', com a visão adulta, onde o tempo é estreito e opressor. A infância representa liberdade e lentidão, enquanto a vida adulta é marcada pela aceleração e perda.

Por que o poema se chama 'El robo'?

O título 'El robo' (O roubo) refere-se à ideia de que algo ou alguém, oculto, rouba a vida do eu lírico. Esse 'ladrão' é uma metáfora para a fugacidade do tempo, que subtrai momentos e a própria existência sem que se perceba.