Sobre o tema
O poema de Arnaldo Antunes, inserido na obra '2 ou + corpos no mesmo espaço', explora recursos formais inspirados no Concretismo, movimento poético que valoriza a visualidade e a fragmentação das palavras. A poesia concreta, surgida na década de 1950, rompe com a estrutura tradicional ao distribuir os elementos verbais no espaço da página, criando novos significados. No texto, as sílabas são dispostas de forma a representar a memória fragmentada e o estreitamento das lembranças, tema central da obra. A compreensão desse poema exige atenção à relação entre forma e conteúdo, característica marcante da vanguarda concretista.
Tópicos relacionados
- Poesia concreta brasileira
- Arnaldo Antunes e a vanguarda
- Fragmentação da palavra
- Relação forma e conteúdo
- Memória na poesia
Enunciado
da sua memória
mil
e
mui
tos
out
ros
ros
tos
sol
tos
pou
coa
pou
coa
pag
amo
meu
ANTUNES, A. 2 ou + corpos no mesmo espaço. São Paulo: Perspectiva, 1998.
Trabalhando com recursos formais inspirados no Concretismo, o poema atinge uma expressividade que se caracteriza pela
Alternativas
- A)
Interrupção da fluência verbal, para testar os limites da lógica racional.
- B)
Reestruturação formal da palavra, para provocar o estranhamento no leitor.
- C)
Dispersão das unidades verbais, para questionar o sentido das lembranças.
- D)
Fragmentação da palavra, para representar o estreitamento das lembranças.
- E)
Renovação das formas tradicionais, para propor uma nova vanguarda poética.
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Perguntas frequentes
O que é poesia concreta?
Poesia concreta é um movimento poético que utiliza a disposição visual das palavras no espaço, explorando aspectos gráficos e sonoros para criar significado, rompendo com a estrutura linear tradicional.
Como a fragmentação da palavra contribui para o sentido do poema?
A fragmentação sugere a decomposição das lembranças ou ideias, representando visualmente o estreitamento ou a incompletude da memória, como no poema de Arnaldo Antunes.
Qual a importância de Arnaldo Antunes na poesia brasileira contemporânea?
Arnaldo Antunes é um poeta e músico que renovou a poesia brasileira ao integrar recursos visuais, sonoros e Performáticos, herdando do Concretismo a experimentação formal.