Ano 2015#linguagens

Sobre o tema

O uso do pretérito perfeito e imperfeito do indicativo é fundamental para organizar a sequência de eventos em narrativas. O pretérito perfeito indica ações concluídas e pontuais, enquanto o imperfeito descreve ações contínuas ou habituais no passado. Em textos memorialísticos, essa alternância permite ao autor situar o leitor no tempo, distinguindo fatos principais de contextos ou circunstâncias. Compreender essa diferença é essencial para a análise de textos narrativos e para a produção de redações com clareza temporal.

Tópicos relacionados

  • Pretérito perfeito e imperfeito do indicativo
  • Sequência temporal em narrativas
  • Análise de textos memorialísticos
  • Recursos linguísticos de coesão temporal
  • Diferença entre ação pontual e habitual

Enunciado

Em junho de 1913, embarquei para a Europa a fim de me tratar num sanatório suíço. Escolhi o de Clavadel, perto de Davos-Platz, porque a respeito dele me falara João Luso, que ali passara um inverno com a senhora. Mais tarde vim a saber que antes de existir no lugar um sanatório, lá estivera por algum tempo Antônio Nobre. “Ao cair das folhas”, e um de seus mais belos sonetos, talvez o meu predileto, está datado de “Clavadel, outubro, 1895”. Fiquei na Suiça até outubro de 1914.

BANDEIRA, M. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985.

No relato de memórias do autor, entre os recursos usados para organizar a sequência dos eventos narrados, destaca-se a

Alternativas

  • A)

    Construção de frases curtas a fim de conferir dinamicidade ao texto.

  • B)

    Presença de advérbios de lugar para indicar a progressão dos fatos.

  • C)

    Alternância de tempos do pretérito para ordenar os acontecimentos.

  • D)

    Inclusão de enunciados com comentários e avaliações pessoais.

  • E)

    Alusão a pessoas marcantes na trajetória de vida do escritor.

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Perguntas frequentes

Qual a diferença entre pretérito perfeito e imperfeito?

O pretérito perfeito indica ação concluída em um momento específico do passado (ex.: 'embarquei'), enquanto o imperfeito expressa ação contínua ou habitual (ex.: 'estivera').

Como o uso de tempos verbais organiza uma narrativa?

A alternância entre perfeito e imperfeito permite distinguir eventos principais (perfeito) de descrições de cenário ou ações secundárias (imperfeito), criando uma linha do tempo clara.

Por que o pretérito mais-que-perfeito é usado em memórias?

Ele indica uma ação anterior a outra já passada, ajudando a estabelecer relações de anterioridade entre eventos, como em 'lá estivera' (antes de o narrador chegar).

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