Sobre o tema
O uso do pretérito perfeito e imperfeito do indicativo é fundamental para organizar a sequência de eventos em narrativas. O pretérito perfeito indica ações concluídas e pontuais, enquanto o imperfeito descreve ações contínuas ou habituais no passado. Em textos memorialísticos, essa alternância permite ao autor situar o leitor no tempo, distinguindo fatos principais de contextos ou circunstâncias. Compreender essa diferença é essencial para a análise de textos narrativos e para a produção de redações com clareza temporal.
Tópicos relacionados
- Pretérito perfeito e imperfeito do indicativo
- Sequência temporal em narrativas
- Análise de textos memorialísticos
- Recursos linguísticos de coesão temporal
- Diferença entre ação pontual e habitual
Enunciado
Em junho de 1913, embarquei para a Europa a fim de me tratar num sanatório suíço. Escolhi o de Clavadel, perto de Davos-Platz, porque a respeito dele me falara João Luso, que ali passara um inverno com a senhora. Mais tarde vim a saber que antes de existir no lugar um sanatório, lá estivera por algum tempo Antônio Nobre. “Ao cair das folhas”, e um de seus mais belos sonetos, talvez o meu predileto, está datado de “Clavadel, outubro, 1895”. Fiquei na Suiça até outubro de 1914.
BANDEIRA, M. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985.
No relato de memórias do autor, entre os recursos usados para organizar a sequência dos eventos narrados, destaca-se a
Alternativas
- A)
Construção de frases curtas a fim de conferir dinamicidade ao texto.
- B)
Presença de advérbios de lugar para indicar a progressão dos fatos.
- C)
Alternância de tempos do pretérito para ordenar os acontecimentos.
- D)
Inclusão de enunciados com comentários e avaliações pessoais.
- E)
Alusão a pessoas marcantes na trajetória de vida do escritor.
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Perguntas frequentes
Qual a diferença entre pretérito perfeito e imperfeito?
O pretérito perfeito indica ação concluída em um momento específico do passado (ex.: 'embarquei'), enquanto o imperfeito expressa ação contínua ou habitual (ex.: 'estivera').
Como o uso de tempos verbais organiza uma narrativa?
A alternância entre perfeito e imperfeito permite distinguir eventos principais (perfeito) de descrições de cenário ou ações secundárias (imperfeito), criando uma linha do tempo clara.
Por que o pretérito mais-que-perfeito é usado em memórias?
Ele indica uma ação anterior a outra já passada, ajudando a estabelecer relações de anterioridade entre eventos, como em 'lá estivera' (antes de o narrador chegar).
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