Sobre o tema
O ceticismo filosófico, especialmente na figura de Pirro de Élis, representa uma das correntes mais radicais do pensamento antigo. Pirro defendia a suspensão do juízo (epoché) diante da impossibilidade de se alcançar a verdade absoluta sobre as coisas. Para ele, as sensações e opiniões são enganosas, e a única atitude sábia é não afirmar nada como certo, vivendo de acordo com os costumes e aparências, sem se apegar a crenças. Essa posição influenciou profundamente a filosofia helenística e, posteriormente, o ceticismo moderno. Compreender Pirro é essencial para entender debates sobre conhecimento, certeza e ética.
Tópicos relacionados
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- Diferença entre ceticismo e dogmatismo
- Influência do ceticismo na filosofia moderna
Enunciado
Pirro afirmava que nada é nobre nem vergonhoso, justo ou injusto, e que, da mesma maneira, nada existe do ponto de vista da verdade, que os homens agem apenas segundo a lei e o costume, nada sendo mais isto do que aquilo. Ele levou uma vida de acordo com esta doutrina, nada procurando evitar e não se desviando do que quer que fosse, suportando tudo, carroças, por exemplo, precipícios, cães, nada deixando ao arbítrio dos sentidos.
LAÉRCIO, D. Vidas e sentenças dos filósofos ilustres. Brasília: Editora UnB, 1988.
O ceticismo, conforme sugerido no texto, caracteriza-se por:
Alternativas
- A)
Desprezar quaisquer convenções e obrigações da sociedade.
- B)
Atingir o verdadeiro prazer como o princípio e o fim da vida feliz.
- C)
Defender a indiferença e a impossibilidade de obter alguma certeza.
- D)
Aceitar o determinismo e ocupar-se com a esperança transcendente.
- E)
Agir de forma virtuosa e sábia a fim de enaltecer o homem bom e belo.
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Perguntas frequentes
O que é a epochê no ceticismo pirrônico?
Epochê é a suspensão do juízo ou da crença em qualquer afirmação sobre a realidade, evitando assentir a proposições incertas e alcançando a tranquilidade (ataraxia).
Como Pirro justificava a indiferença diante dos perigos?
Pirro acreditava que os sentidos são enganosos e que não podemos conhecer a verdadeira natureza das coisas; portanto, não há razão para temer ou evitar eventos externos, vivendo-se de acordo com as aparências.
Qual a diferença entre ceticismo antigo e ceticismo moderno?
O ceticismo antigo (como o de Pirro) era uma prática de vida que visava à ataraxia, enquanto o moderno (ex.: Hume) questiona os fundamentos do conhecimento, mas não necessariamente prescreve um modo de vida.