Sobre o tema
No Brasil dos séculos XVIII e XIX, os primeiros críticos ambientais não exaltavam a natureza por sua beleza, mas por seu potencial econômico. Eles associavam a destruição ambiental ao atraso e à ignorância, defendendo o uso racional dos recursos naturais como motor do progresso nacional. Essa visão utilitarista contrasta com o preservacionismo moderno e reflete o contexto do Brasil escravista, onde a exploração da terra era vista como base para o desenvolvimento. O pensamento desses críticos, analisado por José Augusto Pádua, mostra como a relação entre sociedade e natureza era pautada pela ideia de que o meio ambiente deveria servir ao avanço da nação.
Tópicos relacionados
- Crítica ambiental no Brasil colonial
- Utilitarismo e natureza no século XIX
- José Augusto Pádua e pensamento ambiental
- Relação entre economia e meio ambiente
- História ambiental do Brasil
Enunciado
A linhagem dos primeiros críticos ambientais brasileiros não praticou o elogio laudatório da beleza e da grandeza do meio natural brasileiro. O meio natural foi elogiado por sua riqueza e potencial econômico, sendo sua destruição interpretada como um signo de atraso, ignorância e falta de cuidado.
PADUA, J. A. Um sopro de destruição: pensamento político e crítica ambiental no Brasil escravista (1786-1888). Rio de Janeiro:Zahar, 2002 (adaptado).
Descrevendo a posição dos críticos ambientais brasileiros dos séculos XVIII e XIX, o autor demonstra que, via de regra, eles viam o meio natural como
Alternativas
- A)
Ferramenta essencial para o avanço da nação.
- B)
Dádiva divina para o desenvolvimento industrial.
- C)
Paisagem privilegiada para a valorização fundiária.
- D)
Limitação topográfica para a promoção da urbanização.
- E)
Obstáculo climático para o estabelecimento da civilização.
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Perguntas frequentes
Qual era a principal preocupação dos críticos ambientais brasileiros dos séculos XVIII e XIX?
Eles se preocupavam com o uso econômico dos recursos naturais, vendo a destruição ambiental como sinal de atraso e falta de cuidado, e defendendo a natureza como ferramenta para o progresso nacional.
Como o pensamento ambiental do Brasil escravista difere do preservacionismo atual?
No Brasil escravista, a natureza era valorizada por seu potencial econômico e utilitário, enquanto o preservacionismo moderno enfatiza a conservação intrínseca dos ecossistemas, independentemente de seu valor econômico.
Quem é José Augusto Pádua e qual sua contribuição para a história ambiental?
José Augusto Pádua é um historiador brasileiro que analisou o pensamento ambiental crítico no Brasil dos séculos XVIII e XIX, mostrando como a destruição da natureza era interpretada como obstáculo ao desenvolvimento.
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