Ano 2017

Sobre o tema

O futebol no Brasil é frequentemente visto como o principal meio de ascensão social para jovens de baixa renda, criando um imaginário onde o sucesso é rápido e garantido. No entanto, essa visão ignora a realidade de que apenas uma minoria alcança o profissionalismo, enquanto muitos abandonam a escola e enfrentam dificuldades após o fracasso esportivo. A crítica central do texto é a falta de preparação para uma formação paralela, que permita aos jovens buscarem alternativas profissionais fora do esporte. A questão aborda a necessidade de equilibrar a dedicação ao futebol com a educação formal e outras habilidades, evitando a exclusão social e a frustração.

Tópicos relacionados

  • Formação paralela no esporte
  • Ascensão social pelo futebol
  • Abandono escolar de jovens atletas
  • Carreira esportiva e educação
  • Fracasso no futebol e subempregos

Enunciado

A ascensão social por meio do esporte mexe com o imaginário das pessoas, pois em poucos anos um adolescente pode se tornar milionário caso tenha um bom desempenho esportivo. Muitos meninos de famílias pobres jogam com o objetivo de conseguir dinheiro para oferecer uma boa qualidade de vida à família. Isso aproximou mais ainda o futebol das camadas mais pobres da sociedade, tornando-o cada vez mais popular.

Acontece que esses jovens sonham com fama e dinheiro, enxergando no futebol o único caminho possível para o sucesso. No entanto, eles não sabem da grande dificuldade que existe no início dessa jornada em que a minoria alcança a carreira profissional. Esses garotos abandonam a escola pela ilusão de vencer no futebol, à qual a maioria sucumbe.

O caminho até o profissionalismo acontece por meio de um longo processo seletivo que os jovens têm de percorrer. Caso não seja selecionado, esse atleta poderá ter que abandonar a carreira involuntariamente por falta de uma equipe que o acolha. Alguns podem acabar em subempregos, à margem da sociedade, ou até mesmo em vícios de correntes dese fracasso e dessa desilusão. Isso acontece porque no auge da sua formação escolar e na Condição juvenil de desenvolvimento, eles não se preparam e não são devidamente orientados para buscar alternativas de experiências mais amplas de ocupação fora e além do futebol.

BALZANO, O N MORAIS, J. S. A formação do jogador de futebol e sua relação Com a escola EFDeportes, n. 172, set 2012 (adaptado)

Ao abordar o fato de, no Brasil, muitos jovens depositarem suas esperanças de futuro no futebol, o texto critica o(a)

Alternativas

  • A)

    Despreparo dos jogadores de futebol para ajudarem suas famílias a superar a miséria.

  • B)

    Garantia de ascensão social dos jovens pela carreira de jogador de futebol.

  • C)

    Falta de investimento dos clubes para que os atletas possam atuar profissionalmente e viver do futebol.

  • D)

    Investimento reduzido dos atletas profissionais em sua formação escolar, gerando frustração e desilusão profissional no esporte.

  • E)

    Despreocupação dos sujeitos com uma formação paralela à esportiva, para habilitá-los a atuar em Outros setores da vida.

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Perguntas frequentes

Por que muitos jovens brasileiros veem o futebol como única oportunidade de ascensão social?

Devido à forte cultura futebolística e à falta de outras oportunidades, muitos jovens de baixa renda acreditam que somente o esporte pode proporcionar sucesso financeiro rápido, ignorando os riscos e a necessidade de formação educacional.

O que significa 'formação paralela' no contexto esportivo?

Formação paralela refere-se ao desenvolvimento de habilidades e conhecimentos fora do esporte, como educação formal, cursos técnicos ou profissionais, que oferecem alternativas de carreira caso o atleta não atinja o profissionalismo.

Quais as consequências do abandono escolar para jovens jogadores de futebol?

O abandono escolar pode levar a dificuldades de inserção no mercado de trabalho, subempregos e até envolvimento em situações de risco, como vícios, devido à falta de preparo para outras ocupações.