Sobre o tema
A crítica ao uso de novas tecnologias no contexto de mudanças produtivas discute os impactos da modernização tecnológica na organização do trabalho. O texto apresenta a transição do modelo taylorista-fordista para um paradigma flexível, marcado pela terceirização, precarização e flexibilização das relações de trabalho. Essa transformação não é apenas técnica, mas envolve reestruturações no controle do capital e na qualificação da mão de obra, evidenciando uma mudança na dinâmica capitalista contemporânea.
Tópicos relacionados
- Nova ordem tecnológica
- Precarização do trabalho
- Modelo flexível de produção
Enunciado
O uso de novas tecnologias envolve a assimilação de uma cultura empresarial na qual haja a integração entre as propostas de modernização tecnológica e a racionalização. Nem sempre o uso de novas tecnologias é
apenas um processo técnico na medida em que pressupõe uma nova orientação no controle do capital, no processo produtivo e na qualificação da mão de obra. Dos diversos efeitos que derivaram dessa orientação, a terceirização, a precarização e a flexibilização aparecem
com constância como características do paradigma flexível, em substituição a modelo taylorista-fordista.
HERÉDIA, V. Novas tecnologias nos processos de trabalho: efeitos da
reestruturação produtiva. Scripta Nova, n. 170, ago. 2004 (adaptado).
O uso de novas tecnologias relacionado a controle empresarial é criticado no texto em razão da
Alternativas
- A)
Operacionalização da tarefa laboral.
- B)
Capacitação de profissionais liberais.
- C)
Fragilização das relações de trabalho.
- D)
Hierarquização dos cargos executivos.
- E)
Aplicação dos conhecimentos da ciência.
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Perguntas frequentes
Por que o modelo flexível é criticado?
Por promover a precarização e terceirização, afetando relações de trabalho e segurança dos empregos.
Como a modernização tecnológica influencia a qualificação da mão de obra?
Ela exige novas competências, mas muitas vezes restringe a formação contínua, agravando desigualdades.
O que distingue o modelo taylorista-fordista do paradigma flexível?
O primeiro valoriza a padronização e a hierarquia, enquanto o segundo prioriza flexibilidade e externalização.
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