Sobre o tema
A década de 1950‑1960 marcou um período de intensa transformação social no Brasil, em que o debate sobre o desenvolvimento nacional se concentrou na construção de instituições modernas e na consolidação de políticas públicas. A obra de L. C. Pinto, no contexto da sociologia brasileira da época, destaca a ambivalência entre estruturas tradicionais e novas, apontando que a inércia política e a convulsão são fatores que retardam decisões de grande impacto. Entender essa dinâmica é crucial para analisar os avanços e retrocessos do país nessa fase de modernização, bem como para compreender as lacunas que ainda permeiam a administração pública e o planejamento econômico.
Tópicos relacionados
- Desenvolvimento nacional
- Instituições modernas
- Ambivalência social
- Modernização brasileira
Enunciado
Numa sociedade em transição, a marcha da mudança, em diferentes graus, está impressa em todos os aspectos da ordem social, especialmente no jogo político, que nessas sociedades sempre apresenta padrões característicos de ambivalência, cujas raízes sociais se encontram na coexistência de dois padrões de estrutura social: o padrão tradicional, em declínio, e o novo, emergente, em expansão. Em tais situações, é possível encontrar, simultaneamente, apoio para uma orientação política ou para outra que seja exatamente o oposto. O padrão ambivalente do processo político, nas sociedades em desenvolvimento, é o que explica um dos seus trações mais salientes, e que consiste na tendência ao adiamento das grandes decisões. Resulta dai que a inércia política ou a convulsão política pode se suceder uma à outra em períodos surpreendentemente curtos.
PINTO, L, A. C. Sociologia e desenvolvimento. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 1975 (adaptado).
De acordo com a perspectiva apresentada, central no pensamento social brasileiro dos anos 1950 e 1960, o desenvolvimento do país foi marcado por
Alternativas
- A)
Radicalidade nas agendas de reforma das elites dirigentes.
- B)
Anomalias na execução dos planos econômicos ortodoxos.
- C)
Descompassos na construção de quadros institucionais modernos.
- D)
Ilegitimidade na atuação dos movimentos de representação classista.
- E)
Vagarosidade na dinâmica de aperfeiçoamento dos programas partidários.
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Perguntas frequentes
Qual a importância da construção institucional no desenvolvimento brasileiro?
É a base que sustenta políticas públicas, garante legitimidade e facilita a implementação de reformas estruturais.
Como a ambivalência social influencia as decisões políticas?
Ela gera inércia e convulsão, atrasando escolhas e alternando períodos de estabilidade e mudança.
Quais são os principais desafios da modernização institucional no Brasil?
Desatualização de leis, falta de capacitação, resistência de setores tradicionais e desigualdades regionais.
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