Sobre o tema
O rompimento de barragens em mineração pode liberar substâncias tóxicas que se disseminam em ecossistemas aquáticos, afetando organismos em diferentes níveis da cadeia alimentar. Esse fenômeno é explicado pela bioacumulação e biomagnificação de poluentes, processos em que toxinas se concentram progressivamente em organismos de níveis tróficos superiores. Entender como essas substâncias se distribuem na teia alimentar é essencial para avaliar impactos ambientais e planejar medidas de conservação.
Tópicos relacionados
- Bioacumulação de poluentes
- Biomagnificação na cadeia alimentar
- Impactos de desastres ambientais
- Níveis tróficos e ecologia
- Contaminação por metais pesados
Enunciado
O rompimento da barragem de rejeitos de mineração no município mineiro de Mariana e o derramamento de produtos tóxicos nas águas do Rio Doce, ocorridos em 2015, ainda têm consequências para os organismos que habitam o Parque Nacional Marinho de Abrolhos, localizado a mais de 1 000 quilômetros de distância. Esse desastre ambiental afetou o fitoplâncton, as esponjas, as algas macroscópicas, os peixes herbívoros e os golfinhos.
FRAINER, G.; SICILIANO, S.; TAVARES, D. C. Fransciscana calls for help: \[…\]. International Whaling Commission, Conference Paper, jun. 2016 (adaptado)
Concentrações mais elevadas dos compostos citados são encontradas em
Alternativas
- A)
Esponjas.
- B)
Golfinhos.
- C)
Fitoplâncton.
- D)
Peixes herbívoros.
- E)
Algas macroscópicas.
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Perguntas frequentes
Como a biomagnificação afeta a concentração de toxinas em ecossistemas?
A biomagnificação ocorre quando toxinas, como metais pesados, se acumulam em concentrações crescentes em organismos de níveis tróficos superiores da cadeia alimentar. Cada predador consome múltiplos organismos contaminados, amplificando a exposição.
Quais fatores determinam quem acumula mais toxinas em um ecossistema?
A posição na cadeia alimentar é o fator principal. Organismos top de predadores, como golfinhos, acumulam mais toxinas, enquanto produtores primários (fitoplâncton) absorvem toxinas diretamente do ambiente.
Por que esponjas e algas não acumulam tanto toxinas quanto golfinhos?
Esponjas e algas são organismos de níveis tróficos baixos. Elas absorvem toxinas do ambiente, mas não passam por múltiplas transferências tróficas, que amplificam a concentração em predadores de topo.
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