Sobre o tema
A Ferrovia Madeira-Mamoré, construída no início do século XX na Amazônia, é um símbolo do desenvolvimento nacional pautado no sacrifício humano. O Hospital da Candelária, citado no texto, representa o paradoxo entre o progresso científico e a desumanização dos trabalhadores. A crítica principal reside na contradição entre o projeto de integração nacional e a total falta de respeito à vida e dignidade dos operários, muitos dos quais morreram em condições precárias. A questão explora como grandes obras históricas frequentemente ignoram os direitos humanos em nome do avanço econômico.
Tópicos relacionados
- Ferrovia Madeira-Mamoré
- História da Amazônia
- Desenvolvimento versus direitos trabalhistas
- Sanitarismo no Brasil
- Era da Borracha
Enunciado
Na construção da ferrovia Madeira-Mamoré, o que dizer dos doentes, eternos moribundos a vagar entre delírios febris, doses de quinino e corredores da morte? O Hospital da Candelária era santuário e túmulo, monumento ao progresso científico e preâmbulo da escuridão. Foi ali, com suas instalações moderníssimas, que médicos e sanitaristas dirigiram seu combate aos males tropicais. As maiores vítimas, contudo, permaneceriam na sombra à margem do palco, cobaias sem consolo, credores sem nome de uma sociedade que não lhes concedera tempo algum para ser decifrada.
No texto, há uma crítica ao modo de ocupação do espaço amazônico pautada na
Alternativas
- A)
discrepância entre engenharia ambiental e equilíbrio da fauna.
- B)
incoerência entre maquinaria estrangeira e controle da floresta.
- C)
incompatibilidade entre investimento estatal e proteção aos nativos.
- D)
competição entre farmacologia internacional e produtos da fitoterapia.
- E)
contradição entre desenvolvimento nacional e respeito aos trabalhadores.
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Perguntas frequentes
O que foi a Ferrovia Madeira-Mamoré?
Foi uma ferrovia construída no início do século XX na Amazônia brasileira, durante o ciclo da borracha, para escoar a produção. Conhecida como 'Ferrovia do Diabo', causou milhares de mortes de trabalhadores devido a doenças e condições desumanas.
Qual a crítica principal do texto?
O texto critica a contradição entre o desenvolvimento nacional prometido pela ferrovia e o desrespeito à vida dos trabalhadores, que eram tratados como cobaias e descartáveis em nome do progresso.
Qual o papel do Hospital da Candelária na narrativa?
O Hospital da Candelária representava o avanço científico e médico, mas também era o local onde os trabalhadores doentes agonizavam, simbolizando o abismo entre a promessa de progresso e a realidade de sofrimento.