Ano 2023#huggingface#maritaca-ai-enem#enem#enem-2023

Sobre o tema

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é um sistema linguístico completo e natural, utilizado pela comunidade surda no Brasil. Assim como as línguas orais, ela não é universal e apresenta variações regionais, sociais e históricas. Esse fenômeno, estudado pela sociolinguística, demonstra que toda língua viva está sujeita a mudanças e adaptações conforme o contexto de seus falantes. No ENEM, é comum explorar essas comparações entre línguas orais e de sinais, destacando a importância de reconhecer a diversidade linguística como parte do patrimônio cultural. Entender as variações em Libras ajuda a combater preconceitos e promove a inclusão.

Tópicos relacionados

  • Variação linguística em Libras
  • Língua de sinais não é universal
  • Regionalismos em sinais
  • Sociolinguística das línguas de sinais
  • Comparação entre línguas orais e de sinais

Enunciado

Mandioca, macaxeira, aipim e castelinha são nomes diferentes da mesma planta. Semáforo, sinaleiro e farol também significam a mesma coisa. O que muda é só o hábito cultural de cada região. A mesma coisa acontece com a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Embora ela seja a comunicação oficial da comunidade surda no Brasil, existem sinais que variam em relação à região, à idade e até ao gênero de quem se comunica. A cor verde, por exemplo, possui sinais diferentes no Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo. São os regionalismos na língua de sinais.
Essas variações são um dos temas da disciplina Linguística na língua de sinais, oferecida pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) ao longo do segundo semestre. “Muitas pessoas pensam que a língua de sinais é universal, o que não é verdade”, explica a professora e chefe do Departamento de Linguística, Literatura e Letras Clássicas da Unesp. “Mesmo dentro de um mesmo país, ela sofre variação em relação à localização geográfica, à faixa etária e até ao gênero dos usuários”, completa a especialista.
Os surdos podem criar sinais diferentes para identificar lugares, objetos e conceitos. Em São Paulo, o sinal de “cerveja” é feito com um giro do punho como uma meia-volta. Em Minas, a bebida é citada quando os dedos indicador e médio batem no lado do rosto. Também ocorrem mudanças históricas. Um sinal pode sofrer alterações decorrentes dos costumes da geração que o utiliza.
Nesse texto, a Língua Brasileira de Sinais (Libras)

Alternativas

  • A)

    passa por fenômenos de variação linguística como qualquer outra língua.

  • B)

    apresenta variações regionais, assumindo novo sentido para algumas palavras.

  • C)

    sofre mudança estrutural motivada pelo uso de sinais diferentes para algumas palavras.

  • D)

    diferencia-se em todo o Brasil, desenvolvendo cada região a sua própria língua de sinais.

  • E)

    é ininteligível para parte dos usuários em razão das mudanças de sinais motivadas geograficamente.

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Perguntas frequentes

Por que a Língua Brasileira de Sinais não é universal?

Assim como as línguas orais, cada país desenvolve sua própria língua de sinais, e dentro do mesmo país há variações regionais, etárias e de gênero.

Que fatores influenciam as variações em Libras?

Os principais fatores são geográficos (regionalismos), faixa etária (mudanças históricas) e gênero dos usuários.

A variação em Libras compromete a comunicação entre surdos de diferentes regiões?

Não, embora haja diferenças, há um núcleo comum e os surdos se adaptam, assim como falantes de diferentes dialetos de uma mesma língua oral.