Sobre o tema
O regatão, também conhecido como bufarinheiro ou teque-teque, foi uma figura central no comércio fluvial da Amazônia durante o século XIX. Este mercador ambulante navegava pelos rios em embarcações carregadas de mercadorias diversas, desde agulhas até espingardas, estabelecendo relações comerciais com quilombolas, indígenas e pequenos produtores. Mais do que um simples vendedor, o regatão desempenhou um papel crucial na formação de redes de sociabilidade, conectando comunidades isoladas e integrando a região ao sistema econômico nacional. Compreender sua atuação é essencial para analisar a história social e econômica da Amazônia, evidenciando como o comércio informal supria lacunas deixadas pelo Estado e contribuía para a coesão social no interior brasileiro.
Tópicos relacionados
- Regatões e comércio fluvial na Amazônia
- Redes de sociabilidade no Brasil Império
- História econômica da Amazônia
- Patrimônio cultural amazônico
- Século XIX no Brasil: comércio e sociedade
Enunciado
TEXTO 1 O bufarinheiro, conhecido nas cidades por teque-teque, chama-se, nos recônditos da Amazônia, “regatão”. Em lugar de transportar nas costas o mundo de miudezas, transporta-o no bojo de uma gaiola que desloca duas, três, quatro toneladas, divididas em seções de secos e molhados e é movido por remo de faia. Cortando comunidades e matas da Amazônia por rios, dentro dessas gaiolas, riscadas de prateleiras, encontram-se os artigos mais díspares, que vão da agulha à espingarda, do lenço ao cobertor, da chita à escova de dentes. ## TEXTO 2 No século 19, o comércio dos regatões era feito, então, com base em relações tecidas com quilombolas, pequenos produtores, comerciantes locais e indígenas, constituindo relação comercial alternativa ao abastecimento da população. Como parte do patrimônio cultural da Amazônia, o regatão foi fundamental, no século 19, para a
Alternativas
- A)
organização de rotas de fuga na floresta tropical.
- B)
criação de postos de trabalho nos seringais nortistas.
- C)
divulgação de receitas de fármacos nas zonas ribeirinhas.
- D)
construção de redes de sociabilidade no interior brasileiro.
- E)
ampliação de ambientes de lazer nos territórios autóctones.
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Perguntas frequentes
O que era um regatão na Amazônia do século XIX?
Era um comerciante ambulante que navegava pelos rios transportando mercadorias variadas para vender a comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas, atuando como elo entre áreas isoladas e centros urbanos.
Qual a importância dos regatões para a economia amazônica?
Eles supriam a falta de abastecimento oficial, integravam regiões remotas ao comércio e fomentavam relações de troca que fortaleciam as economias locais.
Como os regatões contribuíam para a formação de redes sociais?
Ao percorrer os rios, estabeleciam contatos frequentes com diversos grupos sociais, criando laços de confiança e reciprocidade que sustentavam o comércio e a comunicação entre comunidades.