Ano 2020#english

Sobre o tema

Assistentes digitais como Siri e Alexa frequentemente possuem vozes femininas, o que levanta questões sobre estereótipos de gênero na tecnologia. O relatório da Unesco 'I'd Blush if I Could' analisa como esses sistemas respondem a abusos verbais, reforçando a ideia de que mulheres devem ser subservientes. A escolha do título reflete a reação de Siri ao ser chamada de 'slut', evidenciando a normalização de respostas submissas a insultos. Este tema é crucial para entender os vieses embutidos em inteligência artificial e seu impacto social.

Tópicos relacionados

  • Vieses de gênero em inteligência artificial
  • Assistentes de voz e estereótipos femininos
  • Relatório da Unesco sobre IA e gênero
  • Respostas de assistentes a insultos
  • Ética na programação de sistemas de IA

Enunciado

Assigning female genders to digital assistants such as
Apple's Siri and Amazon's Alexa is helping entrench harmful
gender biases, according to a UN agency.
Research released by Unesco claims that the often
submissive and flirty responses offered by the systems to many
queries – including outright abusive ones – reinforce ideas of
women as subservient.
"Because the speech of most voice assistants is female, it
sends a signal that women are obliging, docile and eager‐to‐
please helpers, available at the touch of a button or with a
blunt voice command like 'hey' or 'OK'", the report said.
"The assistant holds no power of agency beyond what the
commander asks of it. It honours commands and responds to
queries regardless of their tone or hostility. In many
communities, this reinforces commonly held gender biases
that women are subservient and tolerant of poor treatment."
The Unesco publication was entitled "I'd Blush if I Could";
a reference to the response Apple's Siri assistant offers to the
phrase: "You're a slut." Amazon's Alexa will respond: "Well,
thanks for the feedback."
The paper said such firms were "staffed by overwhelmingly
male engineering teams" and have built AI (Artificial
Intelligence) systems that "cause their feminised digital
assistants to greet verbal abuse with catch‐me‐if‐you‐can
flirtation".
Saniye Gülser Corat, Unesco's director for gender equality,
said: "The world needs to pay much closer attention to how,
when and whether AI technologies are gendered and,
crucially, who is gendering them."
The Guardian, May, 2019. Adaptado.
Segundo o texto, o título do relatório publicado pela
Unesco ‐ "I´d Blush if I Could" ‐, no que diz respeito aos
assistentes digitais, indica

Alternativas

  • A)

    resposta padrão para comandos que incluem impropérios.

  • B)

    capacidade tecnológica para selecionar temas sensíveis ao
    grande público.

  • C)

    preocupação dos fabricantes de dispositivos eletrônicos
    com usuários conservadores.

  • D)

    perda de controle das formas de interação entre seres
    humanos e máquinas.

  • E)

    necessidade de elaboração de sistemas integrados de
    reconhecimento de voz.

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Perguntas frequentes

Por que assistentes digitais costumam ter vozes femininas?

Historicamente, vozes femininas são associadas a funções de assistência e subserviência, o que reforça estereótipos. Empresas de tecnologia também afirmam que vozes femininas são percebidas como mais agradáveis e úteis.

Qual é a crítica principal do relatório 'I'd Blush if I Could'?

O relatório critica como assistentes digitais feminizadas respondem a abusos verbais com submissão ou flerte, normalizando a ideia de que mulheres devem tolerar maus-tratos.

Como reduzir vieses de gênero em sistemas de IA?

É necessário diversificar as equipes de desenvolvimento, incorporar perspectivas de gênero no design e programar respostas que não reforcem estereótipos prejudiciais.

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