Ano 2023#geography#history

Sobre o tema

A participação feminina na política brasileira tem raízes históricas que remontam ao sufrágio feminino conquistado em 1932, mas ainda enfrenta enormes desafios. Apesar de as mulheres representarem mais da metade do eleitorado, sua presença nos cargos eletivos é desproporcionalmente baixa, refletindo barreiras estruturais, culturais e políticas. O texto analisa esse cenário, destacando que, embora tenha havido avanços legais, a sub-representação feminina persiste, com a maioria das parlamentares sendo branca e não refletindo a diversidade da população. O Brasil ocupa posições baixas em rankings internacionais de representação feminina, evidenciando a urgência de medidas como transparência no fundo partidário e incentivo a candidaturas femininas em posições de liderança.

Tópicos relacionados

  • História do voto feminino no Brasil
  • Sub-representação política feminina
  • Desigualdade de gênero na política
  • Ranking mundial de mulheres no parlamento
  • Medidas para aumentar participação feminina

Enunciado

"O voto feminino no Brasil completou 90 anos. Desde que
a professora Celina Guimarães se alistou para votar em
Mossoró, em 1927, e Alzira Soriano, primeira mulher eleita
para um cargo público no país, assumiu a Prefeitura de Lajes,
em 1929, ambos municípios do Rio Grande do Norte, muita
coisa mudou. Em que pesem os avanços legais, o cenário
nacional segue desfavorável, e a participação das mulheres na
política ainda é irrisória considerando-se o perfil demográfico
brasileiro. Mulheres somam 52% dos votantes, mas
representam apenas 15% dos parlamentares do Congresso. A
maioria da população feminina é negra, ao contrário da
parlamentar, que é majoritariamente não negra. Indígena,
apenas uma. Verdade que o percentual de participação
feminina na Câmara e no Senado cresceu na comparação com
legislaturas anteriores. Ainda assim, é pouco. Na prática, a
política no Brasil é feita por homens brancos. Dados da União
Interparlamentar, que reúne países ligados à ONU, colocam o
Brasil na posição 145º do ranking Mulheres nos Parlamentos
Nacionais. Numa nação onde em 2021 quatro mulheres foram
vítimas de feminicídio por dia, e os casos de estupro voltaram
a crescer, já passou da hora de usar a via democrática para
tentar mudar esse cenário. É necessário que as mulheres
assumam o protagonismo nesse pleito, reivindiquem cabeças
de chapas majoritárias e exijam transparência na distribuição
dos recursos do fundo partidário. Claro que não há garantias
de transformação, mas pode ser uma bela oportunidade de
ao menos dar uma sacolejada no jogo e incluir em pauta a
discussão de alguns problemas reais do Brasil".
ROSA, Ana Cristina. "Com mulheres na cabeça". Folha de S. Paulo.
27.02.2022. Adaptado.
É correto afirmar que o cenário nacional ao qual se refere a
autora do texto

Alternativas

  • A)

    dispôs equitativamente as legislaturas, ainda que sem
    afetar a participação das mulheres.

  • B)

    sofreu um expressivo retrocesso quanto à participação das
    mulheres na política.

  • C)

    alterou-se ao longo da história do Brasil, porém não
    consolidou significativamente a atuação das mulheres na
    política.

  • D)

    adequou-se ao perfil demográfico brasileiro, embora sem
    alçar o país a boas posições nos rankings de mulheres na
    política.

  • E)

    estruturou-se por meio de vias democráticas, visto que
    possibilitou a discussão de problemas relacionados a
    fundos partidários.

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Perguntas frequentes

Quando as mulheres conquistaram o direito ao voto no Brasil?

O direito ao voto feminino foi conquistado em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, e consolidado na Constituição de 1934.

Qual é a atual porcentagem de mulheres no Congresso Nacional brasileiro?

Aproximadamente 15% dos parlamentares no Congresso Nacional são mulheres, apesar de elas representarem 52% do eleitorado.

Quais fatores contribuem para a baixa representação feminina na política brasileira?

Fatores como violência política de gênero, falta de financiamento de campanhas, divisão desigual do trabalho doméstico e barreiras culturais contribuem para a sub-representação.

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