Sobre o tema
A Exposição Internacional do Centenário de 1922, no Rio de Janeiro, foi um evento grandioso que celebrou os 100 anos da independência do Brasil. Nesse contexto, o México, que também comemorava seu centenário de independência, enviou uma delegação chefiada pelo intelectual José Vasconcelos. A escolha de Cuauhtémoc, último imperador asteca, como símbolo mexicano reflete a valorização de heróis indígenas e a construção de identidades nacionais na América Latina. O episódio ilustra a troca de símbolos e mitos entre países latino-americanos, promovendo um conhecimento mútuo que fortalecia laços culturais e políticos. A estátua de Cuauhtémoc deixada no Rio é um exemplo concreto dessa aproximação simbólica.
Tópicos relacionados
- Exposição Internacional do Centenário de 1922
- José Vasconcelos e a raça cósmica
- Cuauhtémoc como símbolo nacional mexicano
- Relações Brasil-México no século XX
- Construção de identidades nacionais na América Latina
Enunciado
"A Exposição Internacional do Centenário de 1922 no Rio de
Janeiro constituiu uma versão brasileira grandiosa, embora
anacrônica, das exposições do século XIX, destinadas a
celebrar o ideal nacional. Para essa mostra o México enviou
uma importante delegação, com farto material de exposição,
tendo inclusive construído um pavilhão especial para abrigar
seus produtos. José Vasconcelos (1881-1952), o filósofo e
intelectual mexicano de maior destaque (...), chefiou a
delegação mexicana. No final da exposição, o México deixou
no Rio um Cuauhtémoc carioca olhando para a baía da
Guanabara, e Vasconcelos partiu levando uma bagagem de
mitos nacionais brasileiros (...)".
TENORIO TRILLO, Mauricio. "Um Cuahtémoc Carioca: comemorando o
Centenário da independência do Brasil e a raça cósmica". Estudos Históricos,
Rio de Janeiro, v. 7, n. 14, 1994.
No ano seguinte à celebração do centenário da independência
do México, o governo mexicano enviou ao Brasil uma
delegação para participar dos festejos do centenário da
independência brasileira e escolheu, para simbolizar seu país,
a figura de Cuahtémoc, imperador asteca que morreu na luta
de resistência contra os conquistadores espanhóis.
A partir do excerto, é correto atestar a seguinte semelhança
entre os dois países:
Alternativas
- A)
A defesa da Revolução Mexicana e das ideias de
supremacia indígena. - B)
A valorização de símbolos nacionais e do conhecimento
mútuo na América Latina. - C)
O reconhecimento da superioridade do passado mexicano
associado aos astecas. - D)
A dissolução das identidades nacionais em favor das
identidades continentais. - E)
A rivalidade entre os países latino-americanos na forma de
celebrar os Centenários.
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Perguntas frequentes
Qual foi o propósito da Exposição Internacional do Centenário de 1922?
A exposição visava celebrar os 100 anos da independência do Brasil, exibindo progressos econômicos e culturais, e fortalecer laços internacionais, especialmente com países latino-americanos.
Quem foi José Vasconcelos e qual sua importância cultural?
José Vasconcelos foi um filósofo e educador mexicano, autor do conceito de 'raça cósmica', que defendia a miscigenação como base de uma nova identidade latino-americana.
Por que o México escolheu Cuauhtémoc como símbolo para a exposição?
Cuauhtémoc representa a resistência indígena contra a colonização espanhola, sendo um herói nacional que reforçava a identidade mexicana e sua herança pré-hispânica.
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