Ano 2024#portuguese

Sobre o tema

A obra 'Nós matamos o Cão Tinhoso!' do moçambicano Luís Bernardo Honwana é um marco da literatura africana de língua portuguesa. Publicado em 1964, o livro reúne contos que retratam a opressão colonial e as complexas relações sociais em Moçambique. As histórias frequentemente têm crianças como protagonistas ou narradores, mas o foco está na condição de oprimidos que, embora conscientes da injustiça, não direcionam sua revolta diretamente contra os opressores, refletindo a alienação e o medo impostos pelo sistema colonial. A análise desses contos revela a maestria de Honwana em capturar a psicologia dos subalternos.

Tópicos relacionados

  • Literatura moçambicana pós-colonial
  • Opressão e alienação em Honwana
  • Narrador infantil em contos africanos
  • Fábulas e realismo social
  • Espaço rural em Moçambique

Enunciado

A respeito dos contos "Nós matamos o Cão Tinhoso!", "Dina",
"Papá, cobra e eu" e "Nhinguitimo", de Nós matamos o Cão
Tinhoso!, é possível afirmar:

Alternativas

  • A)

    Os narradores e os protagonistas são crianças.

  • B)

    São narrados em primeira pessoa, por narradores-
    protagonistas.

  • C)

    Os protagonistas são oprimidos socialmente, e a reação
    deles não é endereçada aos opressores.

  • D)

    São fábulas, e os protagonistas são animais.

  • E)

    O espaço representado é o das grandes cidades
    moçambicanas.

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Perguntas frequentes

Quem é o autor de 'Nós matamos o Cão Tinhoso!'?

Luís Bernardo Honwana, escritor e jornalista moçambicano, nascido em 1942. A obra foi publicada em 1964 e é considerada um clássico da literatura africana.

Qual o contexto histórico da obra?

O livro foi escrito durante o período colonial português em Moçambique, retratando a opressão e as tensões sociais que culminariam na guerra de independência (1964-1974).

Por que os protagonistas não reagem diretamente aos opressores?

A ausência de reação direta simboliza a opressão internalizada e o medo de represálias, comum em contextos coloniais onde a resistência aberta era punida com violência.

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