Ano 2024#english

Sobre o tema

La Malinche, também conhecida como Doña Marina, foi uma figura central na conquista espanhola do México (1519-1521). Nascida filha de um chefe asteca, ela foi vendida como escrava por sua própria mãe, o que moldou sua complexa lealdade. Interpretou e aconselhou Hernán Cortés, sendo vista por muitos como traidora. A pesquisadora Cordelia Candelaria contesta essa visão, argumentando que suas ações devem ser entendidas no contexto de sua rejeição familiar. Este texto explora como a identidade e as escolhas de La Malinche refletem questões profundas de pertencimento, sobrevivência e agência em tempos de conflito colonial.

Tópicos relacionados

  • La Malinche e a conquista do México
  • Interpretação cultural e linguística
  • Cordelia Candelaria e a reabilitação histórica
  • O papel de intérpretes em conflitos coloniais
  • Identidade e traição na história

Enunciado

The main players in the Spanish–Aztec War (1519–21)
are well known: Hernán Cortés and Montezuma. Lesser-known,
though no less important, is a multilingual exiled Aztec woman
who was enslaved, then served as a guide and interpreter, then
became Cortés's mistress. She was known as Doña Marina, and
as La Malinche.
Scholar and researcher Cordelia Candelaria writes: her
paramount value to the Spaniards was not merely linguistic.
She was an interpreter/liaison who served as a guide to the
region, as an advisor on native customs and beliefs, and as a
strategist.
La Malinche was the daughter of an Aztec cacique
(chief). This gave her an unusual level of education, which she
would later leverage as a guide and interpreter for the Spanish.
Throughout Cortés's travels, she became indispensable as a
translator, not only capable of functionally translating from one
language to the other, but of speaking compellingly,
strategizing, and forging political connections.
Integral as she was to Spain's success, La Malinche is a
controversial figure. Candelaria quotes T. R. Fehrenbach as
saying, "If there is one villainess in Mexican history, she is La
Malinche. She was to become the ethnic traitress supreme."
But Candelaria argues that La Malinche's act of turning her back
on her own people makes more psychological sense when we
consider that, at a young age, she had been sold by her own
mother into slavery. Candelaria asks, "What else could this
outcast from the Aztecs, 'her own people,' have done?"
Disponível em https://daily.jstor.org/. Adaptado.
Segundo o texto, em relação à imagem de La Malinche como
traidora do povo Asteca, a pesquisadora Cordelia Candelaria
argumenta que a intérprete

Alternativas

  • A)

    havia sido preterida no seio da própria família.

  • B)

    fez uso de idiomas em proveito próprio.

  • C)

    era invejada pelos privilégios alcançados.

  • D)

    ignorou as vulnerabilidades do povo mexicano.

  • E)

    tentou se sobrepor aos líderes da época.

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Perguntas frequentes

Por que La Malinche é considerada uma traidora na história mexicana?

La Malinche é vista como traidora por ter auxiliado os espanhóis na conquista do Império Asteca, atuando como intérprete e conselheira de Hernán Cortés. Essa percepção decorre de sua origem asteca e do papel crucial que desempenhou na queda de seu próprio povo.

Qual foi o argumento de Cordelia Candelaria para defender La Malinche?

Candelaria argumenta que La Malinche, tendo sido vendida como escrava pela própria mãe, era uma pária entre os astecas. Assim, sua aliança com os espanhóis pode ser vista como uma escolha de sobrevivência e não como traição deliberada.

Como a história de La Malinche ilustra a complexidade das relações coloniais?

Ela demonstra como indivíduos marginalizados podem ter lealdades divididas e agir por necessidade. La Malinche usou suas habilidades linguísticas e conhecimento cultural para navegar em um contexto de violência e opressão, revelando as ambiguidades morais do período.

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