Ano 2019#english

Sobre o tema

A relação entre identidade nacional e língua materna é tema central no texto de Elena Ferrante. A escritora italiana contesta estereótipos nacionais e afirma que sua italianidade se resume ao fato de falar e escrever em italiano. Para ela, a língua é um compêndio da história, geografia e cultura de um povo, sendo o único vínculo nacional que aceita. Essa visão crítica ao nacionalismo e ao chauvinismo destaca a importância da língua como marcador identitário, em contraste com generalizações culturais. Compreender essa perspectiva é essencial para discutir temas como globalização, identidade cultural e os perigos dos estereótipos.

Tópicos relacionados

  • Identidade nacional e língua materna
  • Elena Ferrante e a italianidade
  • Estereótipos culturais e nacionalismo
  • Língua como compêndio histórico
  • Patriotismo versus identidade linguística

Enunciado

‘Yes, I’m Italian – but I’m not loud, I don’t
gesticulate and I’m not good with pizza’
Elena Ferrante
I love my country, but I have no patriotic spirit and no
national pride. What’s more, I digest pizza poorly, I eat very
little spaghetti, I don’t speak in a loud voice, I don’t
gesticulate, I hate all mafias, I don’t exclaim “Mamma mia!”
National characteristics are simplifications that should be
contested. Being Italian, for me, begins and ends with the
fact that I speak and write in the Italian language.
Put that way it doesn’t seem like much, but really it’s a lot.
A language is a compendium of the history, geography,
material and spiritual life, the vices and virtues, not only of
those who speak it, but also of those who have spoken it
through the centuries. When I say that I’m Italian because I
write in Italian, I mean that I’m fully Italian in the only way
that I’m willing to attribute to myself a nationality. I don’t like
the other ways, especially when they become nationalism,
chauvinism, and imperialism.
(Adaptado de Elena Ferrante, ‘Yes, I´m Italian – but I´m not loud, I don´t
gesticulate and I´m not good with pizza’, The Guardian, 24/02/2018.)
Transcrevem-se, a seguir, versos de canções brasileiras e
de um poema de Vinícius de Moraes. Assinale a alternativa
que melhor exemplifica as afirmações de Elena Ferrante.

Alternativas

  • A)

    “Eu me sinto um estrangeiro.” (Engenheiros do Hawaii,
    “A revolta dos dândis”.)

  • B)

    “Pátria Amada, é pra você esta canção/Desesperada,
    canção de desilusão.” (Inocentes, “Pátria amada”.)

  • C)

    “Minha pátria é minha língua.” (Caetano Veloso,
    “Língua”.)

  • D)

    “Se me perguntarem o que é a minha pátria, direi:/ Não
    sei. De fato, não sei (...).” (Vinícius de Moraes, “Pátria
    minha”.)

0.0 (0 avaliacoes)

Avaliar: +1 XP. Favoritar: salva pra revisar. Comentar: +5 XP + 1 credito IA.

Comentarios (0)

Login obrigatorio

Carregando comentarios...

Perguntar pra IA

Perguntas frequentes

Como a língua define a identidade nacional para Elena Ferrante?

Para Ferrante, a língua é o único vínculo nacional que aceita, pois carrega a história, a geografia e a cultura de um povo, sendo mais significativa do que estereótipos ou símbolos patrióticos.

Por que Ferrante rejeita os estereótipos nacionais?

Ela considera os estereótipos simplificações que devem ser contestadas, pois reduzem a complexidade de um povo a características superficiais, podendo levar ao nacionalismo e à xenofobia.

Qual a diferença entre patriotismo e nacionalismo no texto de Ferrante?

Ferrante distingue o patriotismo como amor à pátria, que ela não possui, do nacionalismo, chauvinismo e imperialismo, que ela repudia. Sua identidade é linguística, não patriótica.

Questões relacionadas