Sobre o tema
A expressão 'mão invisível' é uma famosa metáfora do economista Adam Smith, que descreve como ações individuais em busca de interesse próprio podem gerar benefícios coletivos no mercado. No trecho de Roger Scruton sobre cidades, a metáfora é ressignificada para o contexto urbano: a ordem e a vitalidade de uma cidade não nascem de um projeto centralizado, mas das interações cotidianas e das relações éticas entre vizinhos. Essa intertextualidade enriquece o debate sobre planejamento urbano versus desenvolvimento orgânico, tema central na geografia e na sociologia. Compreender essa diferença é essencial para analisar criticamente políticas públicas e dinâmicas espaciais.
Tópicos relacionados
- Figuras de linguagem: intertextualidade
- Mão invisível de Adam Smith
- Planejamento urbano vs. desenvolvimento orgânico
- Sociologia urbana e convivência
- Cidades como organismos vivos
Enunciado
Uma cidade viva não é obra de um gênio: é obra de
trabalhadores simples e de suas constantes conversas
consigo própria. Uma cidade é um tecido em contínua
evolução, retocado e reparado para nosso uso, no qual a
ordem emerge através de uma “mão invisível” proveniente do
desejo das pessoas em se relacionar bem com seus vizinhos.
(Adaptado de Roger Scruton, Confissões de um herético. Belo Horizonte: Âyiné, 2017, p.133.)
No trecho acima, a figura de linguagem “mão invisível”
Alternativas
- A)
estabelece uma intertextualidade com a expressão “a
mão invisível do mercado”, de Adam Smith, sendo a
cidade a expressão plena do planejamento. - B)
sugere que a organização de uma cidade não se limita
ao planejamento de um gestor, mas diz respeito às
relações éticas construídas no cotidiano. - C)
indica a submissão dos moradores de uma cidade aos
interesses ocultos de uma administração que promove,
no espaço urbano, a vida cotidiana. - D)
associa-se à gestão pública, que é mantenedora da
ordem e do bem-estar nas relações econômicas de
uma cidade.
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Perguntas frequentes
O que é a mão invisível de Adam Smith?
É uma metáfora usada por Adam Smith em 'A Riqueza das Nações' para explicar como a busca individual pelo lucro pode, involuntariamente, promover o bem-estar coletivo, como se houvesse uma mão invisível guiando o mercado.
Como a mão invisível se aplica ao urbanismo?
No urbanismo, a ideia sugere que cidades podem se organizar de forma espontânea a partir das interações e decisões dos habitantes, sem necessidade de planejamento centralizado, resultando em espaços vivos e adaptados.
Qual a diferença entre planejamento urbano e desenvolvimento orgânico?
O planejamento urbano é o processo intencional de projetar e regular o uso do solo, enquanto o desenvolvimento orgânico surge naturalmente das práticas cotidianas e negociações entre moradores, criando formas urbanas não planejadas.
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