Ano 2021#history

Sobre o tema

A Revolução Francesa (1789-1799) foi um marco na luta por direitos civis e políticos, mas as mulheres, apesar de participarem ativamente, não conquistaram o sufrágio. O estudo da atuação feminina revela como os ideais de igualdade foram limitados pelo gênero. As clubes femininas, como a Sociedade das Republicanas Revolucionárias, foram fundamentais nas jornadas de 1792, mas sofreram repressão em 1793. O tema é essencial para compreender as contradições do Iluminismo e a construção da cidadania moderna.

Tópicos relacionados

  • Participação feminina na Revolução Francesa
  • Sociedade das Republicanas Revolucionárias
  • Direitos civis e políticos das mulheres no século XVIII
  • Repressão às mulheres na França revolucionária
  • Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã de Olympe de Gouges

Enunciado

Seguindo a trajetória das ativistas, vemos que lutaram ao
lado dos homens no movimento popular urbano e

de abril, 20 de junho e 10 de agosto de 1792, as quais
resultaram na queda da monarquia. Abraçaram a
Revolução, queriam armar-se para defender a nação dos
inimigos internos, e tomaram parte nas festas cívicas.
Algumas se alistaram no exército e foram lutar nas
fronteiras. No caso das Republicanas Revolucionárias,
durante certo tempo contaram com o apoio dos deputados
da Montanha e os ajudaram a derrubar os Girondinos.
Nessa ocasião, mereceram elogios públicos. Depois se
aliaram aos radicais e fizeram oposição aos Montanheses.
As militantes adquiriram uma visibilidade nunca imaginada
para mulheres do povo, despertando o interesse e a
inquietação de integrantes do governo acerca da questão
dos direitos civis e políticos femininos. Sua presença na
cena política foi tolerada e até incentivada no início da
Revolução Francesa, porém reprimida em outubro de
1793, e depois de forma definitiva em 1795.
(Adaptado de Tania Machado Morin, Virtuosas e perigosas: as mulheres na
Revolução Francesa. São Paulo: Alameda, 2013, p. 4-6.)

Com base no excerto e em seus conhecimentos sobre a
Revolução Francesa, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  • A)

    A Revolução Francesa não garantiu o direito de voto
    às mulheres, mas a participação delas no movimento
    fez com que sua exclusão da vida pública ganhasse
    visibilidade e fosse debatida.

  • B)

    Os ideais de igualdade, liberdade e fraternidade da
    Revolução consolidaram os direitos civis e políticos
    das mulheres, igualando-os aos direitos dos homens
    de forma inédita na história da França e da Europa.

  • C)

    Os revolucionários consideravam que as tarefas
    desempenhadas pelas mulheres na Revolução eram
    irrelevantes e restritas às atividades domésticas, por
    isso elas não conquistaram os mesmos direitos civis
    que os homens.

  • D)

    A Revolução Francesa aboliu a desigualdade de
    gênero em todos os âmbitos da vida pública por meio
    da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que
    estabelecia a igualdade e a cidadania.

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Perguntas frequentes

Por que as mulheres não conquistaram o direito ao voto na Revolução Francesa?

Apesar da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, os revolucionários consideravam a participação feminina na política como uma ameaça à ordem familiar e social. O direito ao voto foi negado, e clubes femininos foram proibidos em 1793.

O que foi a Sociedade das Republicanas Revolucionárias?

Foi um clube político feminino fundado em 1793 por Pauline Léon e Claire Lacombe. Defendia o armamento das mulheres e a luta contra os inimigos da Revolução, mas foi dissolvido após conflitos com os jacobinos.

Qual foi o papel de Olympe de Gouges na Revolução Francesa?

Olympe de Gouges escreveu a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã (1791), contestando a exclusão feminina. Ela foi executada em 1793 por suas ideias consideradas contrarrevolucionárias.

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