Questões do ENEM
Exame Nacional do Ensino Medio. Provas oficiais 2009-2024 do INEP.
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- 2021· Questão 21· linguagens
**Texto I** **O mito da estiagem em São Paulo** Os estoques de água doce são inesgotáveis, na medida em que são alimentados principalmente pelos oceanos, infinitos via evaporação e precipitação, ou seja, pelo ciclo hidrológico, que depende de forças físicas as quais o homem nunca poderá interromper. Enquanto existirem, o ciclo funcionará e os estoques de água doce nos continentes serão repostos indefinidamente. Obviamente que a água não se distribui equitativamente pelo planeta. Há regiões com muita água, normalmente na zona tropical, na qual a evaporação é maior, e regiões áridas, onde, por razões específicas da dinâmica climática, as taxas de evaporação são maiores do que a precipitação, gerando déficit de reposição de estoques de água doce. Disponível em: www.cartanaescola.com.br. Acesso em: 17 jan. 2015 (adaptado) **Texto II** O processo de sedimentação no fundo do lago de reservatório é um processo lento. Os sedimentos vão formando argila, que é uma rocha impermeável. Então, a água daquele lago não vai alimentar os aquíferos. Mesmo tendo muita quantidade de água superficial, ela não consegue penetrar no solo para alimentar os aquíferos. Se não for usada no consumo, ela vai simplesmente evaporar e vai cair em outro lugar, qual os aquíferos não conseguem recuperar seu nível, porque não recebem água. Disponível em: www.jornalopcao.com.br. Acesso em: 17 jan. 2015 (adaptado) Os textos I e II abordam a situação dos reservatórios de água doce do planeta. Entretanto, a divergência entre eles está na ideia de que é possível
- 2021· Questão 22· linguagens
Os linguistas têm notado a expansão do tratamento informal. “Tenho 78 anos e devia ser tratado por _senhor_, mas meus alunos mais jovens me tratam por _você_“, diz o professor Ataliba Castilho, aparentemente sem se incomodar com a informalidade, inconcebível em seus tempos de estudante. O você, porém, não reinará sozinho. O _tu_ predomina em Porto Alegre e convive com o você no Rio de Janeiro e em Recife, enquanto você é o tratamento predominante em São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte e Salvador. O _tu_ já era mais próximo e menos formal que _você_ nas quase 500 cartas do acervo on-line de uma instituição universitária, quase todas de poetas, políticos e outras personalidades do final do século XIX e início do XX. Disponível em: http://revistapesquisa.fapesp.br. Acesso em: 21 abr. 2015 (adaptado). No texto, constata-se que os usos de pronomes variaram ao longo do tempo e que atualmente têm empregos diversos pelas regiões do Brasil. Esse processo revela que
- 2021· Questão 23· linguagens
O solo A morte do cisne, criado em 1905 pelo russo Mikhail Fokine a partir da música do compositor francês Camille Saint-Saens, retrata o último voo de um cisne antes de morrer. Na versão original, uma bailarina com figurino a agonia da ave se debatendo até desfalecer. Em 2012, John Lennon da Silva, de 20 anos, morador do bairro de São Mateus, na Zona Leste de São Paulo, elaborou um novo jeito de dançar a coreografia imortalizada pela bailarina Anna Pavlova. No lugar de um colã e das sapatilhas, vestiu calça jeans, camiseta e tênis. Em vez de balé, trouxe o estilo _popping da street dance_. Sua apresentação inovadora de A morte do cisne, que foi ao ar no programa _Se ela dança, eu danço_, virou hit no Youtube Disponível em: www.correiobrazilliense.com.br. Acesso em: 18 jun. 2019 (adaptado). A forma original de John Lennon da Silva reinterpretar a coreografia de A morte do cisne demonstra que
- 2021· Questão 24· linguagens
Seus primeiros anos de detento foram difíceis; aos poucos entendeu como o sistema funciona. Apanhou dezenas de vezes, teve o crânio esmagado, o maxilar deslocado, braços e pernas quebrados; por fim, um dia ficou lesionado da perna quando foi jogado da laje de um pavilhão. Nem todas as vezes ele soube por que apanhou, muito menos da última, quando foi deixado para morrer, mas sobreviveu. Seu corpo, moído no inferno, aguarda o fim dos seus dias. Já não questiona mais. Obedece. Cumpre as ordens. Baixa a cabeça e se retira. Apanha, às vezes com motivo, às vezes sem. Por onde passou, derramaram seu sangue. Seu rastro pode ser seguido. Intriga ter sobrevivido durante tantos anos. Pouquíssimos chegaram à terceira idade encarcerados. MAIA, A. P. **Assim na terra como embaixo da terra**. Rio de Janeiro: Record, 2017. A narrativa concentra sua força expressiva no manejo de recursos formais e numa representação ficcional que
- 2021· Questão 25· linguagens
– O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer? Nunca ouviu falar num troço chamado autoridades constituídas? Não sabe que tem de conhecer as leis do país? Não sabe que existe uma coisa chamada Exército Brasileiro, que o senhor tem de respeitar? Que negócio é esse? {…\] Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro: “dura lex”! Seus filhos são uns moleques e outra vez que eu souber que andaram incomodando o General, vai tudo em cana. Morou? Sei como tratar gringos feito o senhor. \[…\] Foi então que a mulher do vizinho do General interveio: – Era tudo que o senhor tinha a dizer a meu marido? Odelegado apenas olhou-a, espantado com o atrevimento. – Pois então fique sabendo que eu também sei tratar tipos como o senhor. Meu marido não é gringo nem meus filhos são moleques. Se por acaso importunaram o General, ele que viesse falar comigo, pois o senhor que sou brasileira, sou prima de um Major do Exército, sobrinha de um Coronel, e filha de um General! Morou? Estarrecido, o delegado só teve força para engolir em seco e balbuciar humildemente: – Da ativa, minha senhora?. SABINO, F. A mulher do vizinho. In: **Os melhores contos**. Rio de Janeiro: Record, 1986. A representação do discurso intimidador engendrada no fragmento é responsável por
- 2021· Questão 26· linguagens
Os velhos papéis, quando não são consumidos pelo fogo, às vezes acordam de seu sono para contar notícias do passado. É assim que se descobre algo novo de um nome antigo, sobre o qual já se julgava saber tudo, como Machado de Assis. Por exemplo, você provavelmente não sabe que o autor carioca, morto em 1908, escreveu uma letra do hino nacional em 1867 — e não poderia saber mesmo, porque os versos seguiam inéditos. Até hoje. Essa letra acaba de ser descoberta, em um jornal antigo de Florianópolis, pelo pesquisador independente Felipe Rissato. “Das florestas em que habito/ Solto um canto varonil:/ Em honra e glória de Pedro/ O gigante do Brasil”, diz o começo do hino, composto de sete estrofes em redondilhas maiores, ou seja, versos de sete sílabas poéticas. O trecho também é o refrão da música. O Pedro mencionado é o imperador Dom Pedro II. O bruxo do Cosme Velho compôs a letra para o aniversário de 42 anos do monarca, em 2 de dezembro daquele ano — o hino seria apresentado naquele dia no teatro da cidade de Desterro, antigo nome de Florianópolis. **Disponível em: www.revistaprosaversoarte.com. Acesso em 4 dez. 2018 (adaptado).** Considerando-se as operações de retomada de informações do texto, há interdependência entre as expressões
- 2021· Questão 27· linguagens
 A revolução estética brasiliense empurrou os designers de móveis dos anos 1950 e início dos 1960 para o novo. Induzidos a abandonar o gosto rebuscado pelo colonial, a trocar Ouro Preto por Brasília, eles criaram um mobiliário contemporâneo que ainda hoje vemos nas lojas e nas salas de espera de consultórios e escritórios, Colada no uso de madeiras nobres, como o jacarandá e a peroba, e em materiais de revestimento como o couro e a palhinha, desenvolveu-se uma tendência feita de linhas retas e curvas suaves, nos moldes da capital no Cerrado. CHAVES, D. Disponível em: www.veja.abril.com.br. Acesso em: 29 jul. 2010. Na reportagem sobre os 50 anos de Brasília, de Débora Chaves, com a reprodução fotográfica de cadeiras e poltronas de Sérgio Rodrigues, verifica-se que os elementos da estética brasiliense
- 2021· Questão 29· linguagens
**Reaprender a ler notícias** Não dá mais para ler um jornal, revista ou assistir a um telejornal da mesma forma que fazíamos até o surgimento da rede mundial de computadores. O Observatório da Imprensa antecipou isso lá nos idos de 1996 quando cunhou o slogan “Você nunca mais vai ler o jornal do mesmo jeito”. De fato, hoje já não basta mais ler o que está escrito ou falado para estar bem informado. É preciso conhecer as entrelinhas e saber que não há objetividade e nem isenção absolutas, porque cada ser humano vê o mundo de uma forma diferente. Ter um pé atrás passou a ser regra básica número um de quem passa os olhos por um primeiro página, capa de revista ou chamadas de um noticiário na TV. Há uma diferença importante entre desconfiar de tudo e procurar ver o maior número possível de lados de um mesmo fato, dado ou evento. Apenas desconfiar não resolve porque se trata de um atitude passiva. É claro, tudo começa com a dúvida, mas a partir dela é necessário ser proativo, ou seja, investigar, estudar, procurar os elementos ocultos que sempre existem numa notícia. No começo é um esforço solitário que pode se tornar coletivo à medida que mais pessoas descobrem sua vulnerabilidade informativa. Disponível em: www.observatoriodaimprensa.com.br. Acesso em: 30 set. 2015 (adaptado). No texto, os argumentos apresentados permitem inferir que o objetivo do autor é convencer os leitores a
- 2021· Questão 30· linguagens
Não que Pelino fosse químico, longe disso; mas era sábio, era gramático. Ninguém escrevia em Tubiacanga que não levasse bordoada do Capitão Pelino, e mesmo quando se falava em algum homem notável lá no Rio, ele não deixava de dizer: “Não há dúvida! O homem tem talento, mas escreve: ‘um outro’, ‘de resto’…” E contraía os lábios como se tivesse engolido alguma cousa amarga. Toda a vila de Tubiacanga acostumou-se a respeitar o solene Pelino, que corrigia e emendava as maiores glórias nacionais. um sábio… Ao entardecer, depois de ler um pouco o Sotero, o Candido de Figueiredo ou o Castro Lopes, e de ter passado mais uma vez a tintura nos cabelos, o velho mestre-escola saía vagarosamente de casa, muito abotoado no seu paletó de brim mineiro, e encaminhava-se para a botica do Bastos a dar dous dedos de prosa. Conversar é um modo de dizer, porque era Pelino avaro de palavras, limitando-se tão-somente a ouvir. Quando, porém, dos lábios de alguém escapava a menor incorreção de linguagem, intervinha e emendava. “Eu asseguro, dizia o agente do Correio, que…” Por aí, o mestre-escola intervinha com mansuetude evangélica: “Não diga ‘asseguro’, Senhor Bernardes; em português é garanto”. E a conversa continuava depois da emenda, para ser de novo interrompida por uma outra. Por essas e outras, houve muitos palestradores que se afastaram, mas Pelino, indiferente, seguro dos seus deveres, continuava o seu apostolado de vernaculismo. BARRETO, L. **A Nova Califórnia.** Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em 24 jul. 2019. Do ponto de vista linguístico, a defesa da norma-padrão pelo personagem caracteriza-se por
- 2021· Questão 31· linguagens
O skate apareceu como forma de vivência no lazer em períodos de baixa nas ondas e ficou conhecido como “surfinho”. No início foram utilizados eixos e rodinhas de patins pregados numa madeira qualquer, para sua composição, sendo as rodas de borracha ou ferro. O grande marco na história do skate ocorreu em 1974, quando o engenheiro químico chamado Frank Nasworthy descobriu o uretano, material mais flexível, que oferecia mais aderência às rodas. A dependência dos skatistas em relação a esse novo material igualmente alavancou o surgimento de novas manobras e possibilitou a um maior número de pessoas inexperientes começar a prática dessa modalidade. O resultado foi a criação de campeonatos, marcas, fábricas e lojas especializadas. ARMBRUST, I; LAURD, G, A, A. O skate e suas possibilidades educacionais. Motriz, jul-set, 2010 (adaptado). De acordo com o texto, diversos fatores ao longo do tempo
- 2021· Questão 32· linguagens
**Estojo escolar** Rio de Janeiro – Noite dessas, ciscando num desses canais a cabo, vi uns caras oferecendo maravilhas eletrônicas, bastava telefonar e eu receberia um notebook capaz de me ajudar a fabricar um navio, uma estação espacial. \[…\] Como pretendo viajar esses dias, habilitei-me a comprar aquilo que os caras anunciavam como um top do top em matéria de computador portátil. No sábado, recebi um embrulho complicado que necessitava de um manual de instruções para ser aberto. \[…\] De repente, como vem acontecendo nos últimos tempos, houve um corte na memória e vi diante de mim meu primeiro estojo escolar. Tinha 5 anos e ia para para o jardim de infância. Era uma caixinha comprida, envernizada, com uma tampa que corria nas bordas do corpo principal. Dentro, arrumados em divisões, havia lápis coloridos, um apontador, uma lapiseira cromada, uma régua de 20cm e uma borracha para apagar meus erros. \[…\] Da caixinha vinha um cheiro gostoso, cheiro que nunca esqueci e que me tonteava de prazer. \[…\] O notebook que agora abro é negro e, em matéria de cheiro, é abominável. Cheira vilmente a telefone celular, a cabine de avião, a aparelho de ultrassonografia onde outro dia uma moça veio ver como sou por dentro. Acho que piorei de estojo e de vida. CONY, C. H. Crônicas para ler na escola. São Paulo. Objetiva, 2009 (adaptado) No texto, há marcas da função da linguagem que nele predomina. Essas marcas são responsáveis por colocar em foco o(a)
- 2021· Questão 33· linguagens
 LEMONS, A. **Artistas brasileiras**. Belo Horizonte Miguilim,2018. O que assegura o reconhecimento desse texto em quadrinhos como prefácio é o(a)
- 2021· Questão 34· linguagens
 No texto, os recursos verbais e não verbais empregados têm por objetivo
- 2021· Questão 35· linguagens
**Singular ocorrência** – Há ocorrências bem singulares. Está vendo aquela dama que vai entrando na igreja da Cruz? Parou agora no adro para dar uma esmola. – De preto? – Justamente; lá vai entrando; entrou. – Não ponha mais na carta. Esse olhar está dizendo que a dama é uma recordação de outro tempo, e não há de ser muito tempo, a julgar pelo corpo: é moça de truz. – Deve ter quarenta e seis anos. – Ah, conservada. Vamos lá; deixe de olhar para o chão e conte-me tudo. Está viúva, naturalmente? – Não. – Bem; o marido ainda vive. É velho? – Não é casada. – Solteira? – Assim, assim. Deve chamar-se hoje D. Maria de tal. Em 1860 florescia com o nome familiar de Marocas. Não era costureira, nem proprietária, nem mestra de meninas; vá excluindo as profissões e chegará lá. Morava na Rua do Sacramento. Já então era esbelta, e, seguramente, mais linda do que hoje; modos sérios, linguagem limpa. ASSIS, M. Machado de Assis: seus 30 melhores contos. Rio de Janeiro: Aguilar, 1961. No diálogo, descortinam-se aspectos da condição da mulher em meados do século XIX. O ponto de vista dos personagens manifesta conceitos segundo os quais a mulher
- 2021· Questão 36· linguagens
**TEXTO I**  **TEXTO II** As máscarqas não foram feitas para serem usadas; elas se concentram apenas nas possibilidades antropomórficas dos recepientes plásticos descartados e, ao mesmo tempo, chamam a atenção para a quantidade de lixo que se acumula em quase todas as cidades ou aldeias africanas. FARTHINGS, S. Tudo sobre arte Romuald Hazoumé costuma dizer que sua obra apenas manda de volta ao oeste o refugode uma sociedade de consumo cada vez mais invasiva. A obra desse artista africano que vive no Benin denota o(a)
- 2021· Questão 39· linguagens
**Falso moralista** Você condena o que a moçada anda fazendo e não aceita o teatro de revista arte moderna pra você não vale nada e até vedete você diz não ser artista Você se julga um tanto bom e até perfeito Por qualquer coisa deita logo falação Mas eu conheço bem o seu defeito e não vou fazer segredo não Você é visto toda sexta no Joá e não é só no Carnaval que vai pros bailes se acabar Fim de semana você deixa a companheira e no bar com os amigos bebe bem a noite inteira Segunda-feira chega na repartição pede dispensa para ir ao oculista e vai curar sua ressaca simplesmente Você não passa de um falso moralista NELSON SARGENTO. **Sonho de um sambista**. São Paulo: Eldorado, 1979. As letras de samba normalmente se caracterizam por apresentarem marcas informais do uso da língua. Nessa letra de Nelson Sagento, são exemplos dessas marcas
- 2021· Questão 40· linguagens
**Introdução a Alda** Dizem que ninguém mais a ama. Dizem que foi uma boa pessoa. Sua filha de doze anos não a visita nunca e talvez raramente se lembre dela. Puseram-na numa cidade triste de uniformes azuis e janelecos brancos, de onde não pôde mais sair. Lá, todos gritaram-lhe irritados, mal se aproximava, ou lhe batem, como se faz com sacos de areia para treinar os músculos. Sei que para todos ela já não é, e ninguém lhe daria uma maçã cheirosa, bem vermelha. Mas não é verdade que alguém não a possa mais amar. Eu amo-a. Amo-a quando a vejo por trás das grades de um palácio, onde se refugiou princesa, chegada pelos caminhos da dor. Quando fora do reino sente o mundo de mil lanças, e selvagem prepara-se, posta no olhar. Amo-a quando criança brinca na areia sem medo. Uns pés descalços, uma mulher sem intenções. Cerecada de mundo, às vezes sofrendo-o ainda. CANÇADO, M. L. **O sofredor do ver**. Belo Horizonte: Autêntica, 2015. Ao descrever uma mulher internada em um hospital psiquiátrico, o narrador compõe um quadro que expressa sua percepção
- 2021· Questão 41· linguagens
**O pavão vermelho** Ora, a alegria, este pavão vermelho, está morando em meu quintal agora, Vem pousar como um sol em meu joelho quando é estridente em meu quintal a aurora. Clarim de lacre, este pavão vermelho sobrepuja os pavões que estão lá fora. É uma festa de púrpura. E o assemelho a uma chama do lábaro da aurora. É o próprio doge a se mirar no espelho. E a cor vermelha chega a ser sonora neste pavão pomposo e de chavelho. Pavões lilases possui outrora. Depois que amei este pavão vermelho, os meus outros pavões foram-se embora. COSTA, S. **Poesia completa**: Sosígenes Costa. Salvador: Conselho Estadual de Cultura, 2001. Na construção do soneto, as cores representam um recurso poético que configura uma imagem com a qual o eu lírico
- 2021· Questão 42· linguagens
 A obra, da década de 1960, pertence ao movimento artístico _Pop Art_, explora a beleza e a sensualidade do corpo feminino em uma situação de divertimento. Historicamente, a sociedade inventou e continua reinventando o corpo como objeto de intervenções sociais, buscando atender aos valores e costumes de cada época. LICHTENSTEIN, R. **Garota com bola**. Óleo sobre tela, 153 cm x 91,9 cm. Museu de Arte Moderna de nova York, 1961. Disponível em: www.moma.org. Acesso em: 4 dez. 2018. Na produção desses preceitos, a erotização do corpo feminino tem sido constituída pela
- 2021· Questão 43· linguagens
 D’SALETE, M. Cumbe. São Paulo: Veneta. 2016, p. 10-11 (adaptado). A sequência dos quadrinhos conjuga lirismo e violência ao
- 2021· Questão 45· linguagens
No ano em que o maior clarinetista que o Brasil conheceu, Abel Ferreira, faria 100 anos, o choro dá mostras de vivacidade. É quase um paradoxo que essa riquíssima manifestação da genuína alma brasileira seja forte o suficiente para driblar a falta de incentivos oficiais, a insensibilidade dos meios de comunicação e a amnésia generalizada. “Ele trazia a alma brasileira derramada em sua sonoridade ímpar. Artur da Távola, seguramente seu maior admirador, foi quem melhor o definiu, ‘alma sertaneja, toque mozarteano'”. O acervo do músico autodidata nascido na mineira Coromandel, autor de 50 músicas, entre as quais _Chorando baixinho_ (1942), que o consagrou, amigo e parceiro de Pixinguinha, com quem gravou _Ingênuo_ (1958), permanece com os herdeiros à espera de compilação adequada. O Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro tem a guarda do saz e do clarinete, doados em 1995. Na avaliação de Leonor Bianchi, editora da _Revista do Choro_, “a música instrumental fica apartada do que é popular porque não vai à sala de concerto. O público em geral tem interesse em samba, pagode e axé”. Ela atribui essa situação à falta de conhecimento e à pouca divulgação do gênero nas escolas. FERRAZ, A. Disponível em: www.cartacapital.com.br. Acesso em: 22 abr. 2015 (adaptado). Considerando-se o contexto, o gênero e o público-alvo, os argumentos trazidos pela autora do texto buscam