Amazon deforestation satellite
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Satélites de monitoramento como o PRODES registram em tempo real o desmatamento na Amazônia Legal, fornecendo dados cruciais para políticas ambientais.
Sobre o tema
O monitoramento do desmatamento na Amazônia por satélite é realizado principalmente pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) desde 1988, através do Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia (PRODES). Esse sistema utiliza imagens de satélites como o Landsat (NASA/USGS) e o CBERS (parceria Brasil-China) para detectar áreas desmatadas com resolução de 30 metros. Os dados são processados anualmente e divulgados como taxas oficiais de desmatamento da Amazônia Legal, que abrange nove estados brasileiros.
Além do PRODES, o INPE opera o Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER), que emite alertas quase diários baseados em imagens de menor resolução (satélites como o Terra/Aqua MODIS). Esses alertas são fundamentais para a atuação de órgãos de fiscalização como o IBAMA e a Polícia Federal, permitindo ações rápidas contra crimes ambientais. A tecnologia de sensoriamento remoto evoluiu para incluir radar de abertura sintética (SAR), que atravessa nuvens, algo crucial na região amazônica com alta cobertura de nuvens.
A importância desse monitoramento vai além do Brasil. A Amazônia armazena cerca de 100 bilhões de toneladas de carbono e abriga 10% da biodiversidade mundial. Dados de satélite permitem modelar o impacto do desmatamento nas mudanças climáticas globais, na perda de habitat e no ciclo hidrológico. Organizações como o Global Forest Watch também usam esses dados para transparência internacional. Apesar dos avanços, desafios persistem: a resolução temporal e espacial limita a detecção de desmatamento de pequena escala, e a grilagem de terras muitas vezes precede o corte raso detectado por satélite.
Curiosamente, o PRODES foi um dos primeiros sistemas operacionais de monitoramento florestal por satélite do mundo. Em 2023, o INPE registrou uma queda de 22% no desmatamento na Amazônia Legal em relação a 2022, atribuída a políticas de fiscalização e ao uso intensivo de alertas do DETER. O Brasil também investe em constelações próprias de satélites, como o Amazônia-1 (lançado em 2021), para aumentar a autonomia e frequência das observações.
Perguntas frequentes
Como funciona o monitoramento por satélite do desmatamento na Amazônia?
O INPE utiliza imagens de satélites como Landsat e CBERS no sistema PRODES para detectar áreas desmatadas anualmente. O DETER emite alertas quase diários com base em imagens de menor resolução, permitindo ações rápidas de fiscalização.
Qual a diferença entre PRODES e DETER?
PRODES é um sistema anual de alta precisão (30 m) que calcula a taxa oficial de desmatamento. DETER é um sistema de alertas diários com menor resolução (250 m), focado em detectar mudanças rápidas para fiscalização.
Por que os dados de satélite são importantes para combater o desmatamento?
Eles fornecem evidências objetivas e contínuas sobre a extensão do desmatamento, ajudam a direcionar operações de fiscalização, subsidiam políticas públicas e permitem o monitoramento de metas climáticas internacionais.
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