Antarctic ozone hole
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Descoberto em 1985, o buraco de ozônio antártico é uma redução crítica da camada de ozônio, causada por CFCs e monitorada por satélites.
Sobre o tema
O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida foi detectado pela primeira vez por cientistas britânicos em 1985, durante o inverno austral. Trata-se de uma diminuição sazonal e acentuada da concentração de ozônio na estratosfera, especialmente entre setembro e novembro. Esse fenômeno ocorre devido a reações químicas desencadeadas pelo gelo nas nuvens estratosféricas polares, que ativam o cloro e o bromo liberados por clorofluorcarbonos (CFCs) e outros compostos industriais.
A principal causa do buraco de ozônio são os CFCs, utilizados em refrigeradores, aerossóis e espumas isolantes. Após a descoberta, a comunidade internacional adotou o Protocolo de Montreal em 1987, um tratado que baniu progressivamente essas substâncias. Esse acordo é considerado um dos mais bem-sucedidos da história ambiental, com uma adesão quase universal. Desde então, as concentrações de CFCs na atmosfera vêm diminuindo lentamente.
O monitoramento do buraco de ozônio é feito por satélites como o Total Ozone Mapping Spectrometer (TOMS) e o Ozone Monitoring Instrument (OMI), que medem a coluna total de ozônio em escala global. Esses dados permitem acompanhar a extensão e a profundidade do buraco, que varia a cada ano conforme condições meteorológicas. Em 2023, o buraco atingiu uma área de cerca de 26 milhões de km², mas sinais de recuperação são observados, embora lentos.
A recuperação completa da camada de ozônio é esperada para meados do século XXI, desde que o Protocolo de Montreal continue sendo cumprido. No entanto, as mudanças climáticas podem interferir nesse processo, pois o aquecimento global altera a circulação estratosférica e a formação de nuvens polares. A proteção da camada de ozônio é essencial para evitar o aumento da radiação ultravioleta, que pode causar câncer de pele, catarata e danos aos ecossistemas.
Perguntas frequentes
O que causa o buraco na camada de ozônio?
O buraco de ozônio é causado por substâncias químicas como os clorofluorcarbonos (CFCs), usados em refrigerantes e aerossóis. Elas liberam cloro e bromo na estratosfera, que destroem moléculas de ozônio, especialmente sobre a Antártida durante a primavera.
Como os satélites monitoram o buraco de ozônio?
Satélites como o OMI (Ozone Monitoring Instrument) medem a quantidade de ozônio na atmosfera por meio da radiação ultravioleta refletida. Eles geram mapas globais que mostram a extensão e a profundidade do buraco ao longo do tempo.
O buraco de ozônio está se recuperando?
Sim, a camada de ozônio está se recuperando lentamente graças ao Protocolo de Montreal. Estima-se que o buraco antártico volte aos níveis de 1980 por volta de 2060 a 2070, mas as mudanças climáticas podem atrasar esse processo.
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