Espaço de coworking empty
1344×768 · AVIF · CC BY 4.0

Coworkings vazios refletem a transformação do trabalho híbrido: entre a reserva sob demanda e o abandono de assinaturas fixas.
Sobre o tema
O cenário de espaços de coworking vazios tornou-se um símbolo da reconfiguração do trabalho após a pandemia. Dados da CBRE indicam que a taxa de ocupação média de coworkings no Brasil caiu de 85% em 2019 para 55% em 2023, com recuperação lenta em 2024. Esse fenômeno não é isolado: nos Estados Unidos, a FlexSA registrou que 30% dos assentos em espaços compartilhados permanecem ociosos mesmo durante picos de demanda. A causa principal é a adoção do modelo híbrido, onde empresas mantêm escritórios centrais mas reduzem o número de dias presenciais, levando profissionais a reservar coworkings apenas quando necessário, muitas vezes por meio de plataformas como WeWork ou Spaces, que flexibilizaram contratos mensais para diárias ou passes de hora.
A proliferação de coworkings vagos também está ligada ao excesso de oferta. Entre 2020 e 2023, o número de unidades de coworking no Brasil saltou de 1.200 para 2.800, segundo a Associação Brasileira de Coworking (ABCoworking). Muitos foram abertos por empreendedores que apostaram na retomada do presencial, mas enfrentam concorrência com aluguéis tradicionais e o home office consolidado. Em São Paulo, bairros como Pinheiros e Vila Olímpia concentram salas vazias, enquanto áreas periféricas registram maior ocupação, sugerindo uma descentralização dos polos de trabalho.
Esse vazio, porém, não significa fracasso do modelo. Coworkings vazios viram laboratórios de experimentação: alguns se tornam estúdios de podcast ou salas de evento em horários ociosos, outros adotam assinaturas corporativas com desconto para times híbridos. A tendência aponta para uma especialização: espaços temáticos voltados para tecnologia, saúde ou criatividade, que atraem nichos específicos. Enquanto isso, a documentação fotográfica desses ambientes vazios ganhou relevância como registro histórico da transição para um trabalho mais flexível, capturando mesas vazias e cadeiras empilhadas que contam a história de uma revolução silenciosa no mundo corporativo.
Perguntas frequentes
Por que tantos espaços de coworking estão vazios atualmente?
A principal razão é a consolidação do trabalho híbrido: profissionais e empresas reduziram a frequência presencial, optando por reservas sob demanda em vez de assinaturas fixas. Além disso, o excesso de oferta de unidades de coworking, que mais que dobrou entre 2020 e 2023 no Brasil, contribuiu para a ociosidade.
Coworkings vazios são um sinal de que o modelo fracassou?
Não necessariamente. Muitos espaços estão se adaptando, oferecendo diárias, passes avulsos e serviços complementares como estúdios de podcast e salas de eventos. A tendência é de especialização por nichos, como coworkings focados em tecnologia ou saúde, que podem ter maior ocupação.
Qual é a perspectiva para os coworkings no Brasil em 2025?
Espera-se uma recuperação gradual, com foco em flexibilidade e serviços personalizados. A descentralização dos polos de trabalho, com maior ocupação em áreas periféricas, deve continuar. Coworkings que oferecem contratos curtos e infraestrutura para eventos têm vantagem competitiva.
URL direta
https://pub-c7d6a6ea828543ac903a74a341ccb2e1.r2.dev/imagens/co-working-space-empty-documentary-photography-p1.avifComo creditar
Inclua um link visível de volta pro UtilizAí. Copie um dos snippets abaixo:
<a href="https://xn--utiliza-eza.com/midia/imagens/co-working-space-empty-documentary-photography-p1">Espaço de coworking empty</a> by <a href="https://xn--utiliza-eza.com">UtilizAí</a>, licensed under <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/">CC BY 4.0</a>.
[Espaço de coworking empty](https://xn--utiliza-eza.com/midia/imagens/co-working-space-empty-documentary-photography-p1) by [UtilizAí](https://xn--utiliza-eza.com), CC BY 4.0
Licença: CC-BY-4.0





