Maya glyphs codex

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Maya glyphs codex em estilo editorial

Os glifos maias formam um dos sistemas de escrita mais complexos da Mesoamérica, registrados em poucos códices que sobreviveram à colonização.

Sobre o tema

Os glifos maias são a base do sistema de escrita da civilização maia, que floresceu na Mesoamérica por mais de dois milênios. Diferente de um alfabeto, esse sistema é logossilábico: combina logogramas (símbolos que representam palavras inteiras) com sílabas, permitindo registrar foneticamente a língua maia clássica. Os escribas maias usavam esses glifos para inscrever monumentos de pedra, cerâmica e, crucialmente, em códices feitos de casca de figueira tratada, coberta com uma camada de gesso. Apenas quatro códices maias pré-colombianos sobreviveram à destruição sistemática dos missionários espanhóis: o Códice de Dresden, o Códice de Paris, o Códice de Madrid e o Códice Grolier (cuja autenticidade foi confirmada em 2016 com datação por radiocarbono). Os glifos nesses códices abrangem temas como astronomia, calendário, rituais e práticas agrícolas. O Códice de Dresden, o mais completo, contém tabelas precisas das fases de Vênus e predições de eclipses. A decifração dos glifos começou no século XIX, mas avanços significativos ocorreram a partir da década de 1950, com a abordagem fonética do epigrafista soviético Yuri Knórosov. Hoje, cerca de 80% dos textos maias são legíveis, permitindo entender melhor a história dinástica e as crenças desse povo.

Perguntas frequentes

Quantos glifos maias existem?

O repertório da escrita maia clássica inclui cerca de 800 signos diferentes, dos quais aproximadamente 300 são logogramas e os demais, sílabas e determinativos.

O que os códices maias registravam?

Os códices tratavam principalmente de astronomia, calendários rituais (como o Tzolk'in e o Haab'), tabelas de eclipses, ciclos de Vênus e instruções para práticas religiosas e agrícolas.

Por que tão poucos códices maias sobreviveram?

Durante a conquista espanhola e a subsequente colonização, missionários como Diego de Landa ordenaram a queima de milhares de livros maias por considerá-los obras do demônio, restando apenas os quatro exemplares hoje conhecidos.

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