Pillars of creation eagle
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Os Pilares da Criação na Nebulosa da Águia são estruturas de gás e poeira estelar, imortalizadas pelo Telescópio Espacial Hubble em 1995.
Sobre o tema
Os Pilares da Criação fazem parte da Nebulosa da Águia (Messier 16), localizada a aproximadamente 7.000 anos-luz da Terra, na constelação de Serpens. Essas colunas gigantescas de hidrogênio molecular e poeira são um berçário estelar onde novas estrelas estão se formando. A imagem original do Hubble, divulgada em 1995, tornou-se um ícone da astronomia moderna, revelando detalhes nunca antes vistos. Os pilares têm cerca de 5 anos-luz de comprimento e são esculpidos pela radiação ultravioleta de estrelas jovens e massivas próximas. Em 2022, o Telescópio Espacial James Webb (JWST) observou a mesma região em infravermelho, revelando estrelas antes ocultas pela poeira e mostrando um novo nível de detalhamento na estrutura dos pilares.
O nome "Pilares da Criação" foi cunhado por popularizar o processo de formação estelar, onde nuvens de gás e poeira colapsam sob a própria gravidade para dar origem a protoestrelas. A Nebulosa da Águia deve seu nome ao aglomerado estelar aberto NGC 6611, que lembra o desenho de uma águia. Esse aglomerado contém estrelas muito quentes e jovens, cuja intensa radiação faz com que o gás ao redor brilhe. As estruturas em formato de dedo/dedão que vemos são regiões de gás mais denso que resistem à erosão. As cavidades nas pontas dos pilares indicam a presença de jatos de material ejetados por estrelas recém-nascidas, chamados objetos Herbig-Haro.
Uma curiosidade: em 2007, o telescópio Spitzer detectou que os Pilares da Criação podem ter sido parcialmente destruídos por uma supernova há cerca de 6.000 anos, mas devido à distância, ainda veríamos a estrutura intacta por mais mil anos. No entanto, estudos subsequentes do Observatório de Raios-X Chandra sugeriram que a onda de choque ainda não atingiu os pilares. A região continua sendo um importante alvo de estudo para entender o ciclo de vida das estrelas e a dinâmica das nuvens moleculares.
Ao contrário do que muitos pensam, os Pilares da Criação não são uma imagem artística, mas uma fotografia real em luz visível (combinada com outros comprimentos de onda). Eles representam um dos objetos mais fascinantes do céu noturno, acessíveis até mesmo para astrofotógrafos amadores com telescópios de médio porte, embora a visualização detalhada exija grandes instrumentos.
Perguntas frequentes
O que são exatamente os Pilares da Criação?
São colunas de gás e poeira interestelar na Nebulosa da Águia, onde novas estrelas estão sendo formadas. A imagem mais famosa foi captada pelo Telescópio Espacial Hubble em 1995.
Por que são chamados de 'Pilares da Criação'?
O nome reflete o papel dessas estruturas como berçários estelares, onde o gás colapsa para criar estrelas. Foi popularizado após a divulgação da imagem do Hubble.
Os Pilares da Criação ainda existem?
Sim, eles ainda existem, mas há evidências de que podem ter sido destruídos por uma supernova há milhares de anos. Como a luz leva 7.000 anos para chegar até nós, ainda vemos a estrutura como era naquela época.
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