Diamond rough crystal

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Diamond rough crystal em estilo editorial

Diamante bruto cristalino: estrutura atômica cúbica, dureza máxima (10 na escala Mohs) e raridade geológica em kimberlitos.

Sobre o tema

O diamante bruto é a forma natural do carbono cristalino, formado no manto terrestre a profundidades de 140 a 200 km, sob pressões superiores a 45 kbar e temperaturas entre 900 e 1300 °C. Essas condições extremas permitem que os átomos de carbono se organizem em uma estrutura cristalina cúbica, a mais densa entre os alótropos do carbono. Os diamantes são trazidos à superfície por erupções vulcânicas explosivas que criam condutos de kimberlito, rocha ígnea ultrabásica. Estima-se que a maioria dos diamantes naturais tenha entre 1 e 3 bilhões de anos.

As propriedades físicas do diamante bruto são notáveis. Com dureza máxima de 10 na escala Mohs, ele risca qualquer outro material. A condutividade térmica é a mais alta entre todos os sólidos, cinco vezes maior que a do cobre. A clivagem perfeita em quatro direções paralelas às faces octaédricas permite lapidar gemas com precisão. Os cristais brutos mais comuns são octaedros, dodecaedros ou formas irregulares arredondadas. Inclusões minerais como olivina, granada ou piroxênio indicam a origem mantélica.

Os principais depósitos mundiais de diamante bruto estão na África (Botswana, Rússia, Canadá, Angola e África do Sul). O Brasil possui ocorrências notáveis em Minas Gerais, especialmente na região de Diamantina e Grão Mogol, e na Bahia, na Chapada Diamantina. Diamantes aluviais são encontrados em leitos de rios, enquanto kimberlíticos são extraídos em minas a céu aberto ou subterrâneas. Mais de 70% dos diamantes naturais são usados industrialmente como abrasivos, serras e brocas devido à dureza e resistência.

A importância do diamante bruto vai além do valor gemológico. Diamantes sintéticos, produzidos por alta pressão e alta temperatura (HPHT) ou deposição química em vapor (CVD), revolucionaram a indústria. Eles são quimicamente idênticos aos naturais e competem no mercado de joias e aplicações tecnológicas, como ferramentas de corte e dissipadores térmicos em eletrônica. O maior diamante bruto já encontrado foi o Cullinan, com 3106 quilates, descoberto na África do Sul em 1905.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre diamante bruto e lapidado?

Diamante bruto é o cristal natural extraído da mina, sem qualquer corte ou polimento. Já o lapidado passou por um processo de facetamento e polimento para realçar o brilho, o fogo e a simetria, resultando em uma gema pronta para joalheria.

Como identificar um diamante bruto verdadeiro?

Algumas características ajudam: dureza (risca vidro e outros minerais), condutividade térmica (embaça menos que imitações), inclusões naturais e clivagem. Porém, para confirmação precisa, são necessários testes laboratoriais com espectroscopia, refração ou microscopia.

Onde o diamante bruto é extraído no Brasil?

Os estados com maior produção são Minas Gerais (regiões de Diamantina, Grão Mogol, Coromandel), Bahia (Chapada Diamantina, Lençóis), Mato Grosso (Rio Paranatinga) e Rondônia (Rio Machado). A extração ocorre tanto em minas em kimberlito quanto em aluviões.

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