Sobre o tema
A filosofia aristotélica, especialmente na Ética a Nicômaco, estabelece a justiça como uma virtude central, definindo-a como um meio-termo entre dois extremos: o excesso (agir injustamente) e a falta (sofrer injustiça). Essa concepção reflete a doutrina do justo meio, onde a virtude moral consiste em encontrar o equilíbrio entre vícios opostos. Para Aristóteles, a justiça não é simplesmente legalidade ou igualdade aritmética, mas sim uma disposição de caráter que busca a proporção correta nas relações humanas. Compreender esse conceito é fundamental para o estudo da ética clássica e sua influência no pensamento jurídico e filosófico ocidental.
Tópicos relacionados
- Justiça como virtude em Aristóteles
- Teoria do justo meio
- Ética a Nicômaco
- Diferença entre justiça distributiva e corretiva
- Justiça e legalidade no pensamento aristotélico
Enunciado
Considere a seguinte afirmação de Aristóteles:
“Temos pois definido o justo e o injusto. Após distingui-los assim um do outro, é evidente que a ação justa é intermediária entre o agir injustamente e o ser vítima da injustiça; pois um deles é ter demais e o outro é ter demasiado pouco.” (Aristóteles. Ética a Nicômaco. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 329.)
De efeito, é correto concluir que para Aristóteles a justiça deve sempre ser entendida como
Alternativas
- A)
produto da legalidade, pois o homem probo é o homem justo.
- B)
espécie de meio termo.
- C)
relação de igualdade aritmética.
- D)
ação natural imutável.
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Perguntas frequentes
O que é o justo meio para Aristóteles?
O justo meio é a posição intermediária entre dois vícios, um por excesso e outro por falta. As virtudes éticas, como a coragem e a justiça, consistem em encontrar esse equilíbrio adequado entre extremos.
Como Aristóteles diferencia justiça distributiva e corretiva?
A justiça distributiva trata da repartição de bens e honras de forma proporcional ao mérito de cada cidadão. Já a justiça corretiva busca restaurar a igualdade em transações privadas, corrigindo desequilíbrios causados por danos ou fraudes.
A justiça para Aristóteles é uma regra imutável?
Não. Para Aristóteles, a justiça natural possui certa universalidade, mas a justiça legal é convencional e pode variar de acordo com as sociedades. No entanto, a essência da justiça como meio-termo é uma característica constante da virtude.
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