James webb deep field

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James webb deep field em estilo editorial

O James Webb Deep Field é a imagem infravermelha mais profunda do universo já obtida, revelando galáxias formadas 600 milhões de anos após o Big Bang.

Sobre o tema

O James Webb Deep Field é uma imagem composta obtida pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA, ESA e CSA, divulgada em 11 de julho de 2022. Trata-se do campo mais profundo já registrado no infravermelho, superando os limites do Hubble Ultra Deep Field. A imagem capta milhares de galáxias em um pequeno trecho do céu, na constelação de Fornax, com luz viajando por mais de 13 bilhões de anos até chegar aos detectores do JWST.

A chave técnica desse feito é o instrumento NIRCam (Near-Infrared Camera), que opera em comprimentos de onda entre 0,6 e 5 micrômetros. O JWST, posicionado no ponto Lagrange L2 a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, usa seu espelho primário de 6,5 metros segmentado em 18 hexágonos para coletar luz de objetos extremamente distantes. As galáxias identificadas no Deep Field incluem algumas das mais antigas já observadas, com deslocamento para o vermelho (redshift) superior a 10, correspondendo a uma época em que o universo tinha apenas 600 milhões de anos.

Um dos objetivos científicos centrais dessa imagem é estudar a formação e evolução das primeiras galáxias, logo após a chamada era da reionização. Ao analisar a luz dessas fontes, os astrônomos podem inferir sua composição, taxa de formação estelar e massa. O James Webb Deep Field também revelou detalhes de aglomerados de galáxias próximos, como SMACS 0723, cuja gravidade atua como lente gravitacional, amplificando objetos ao fundo. Esse fenômeno permitiu observar estruturas que, de outra forma, seriam invisíveis.

A imagem marcou o início das operações científicas do JWST e gerou uma quantidade enorme de dados que continuam sendo analisados. Desde então, o telescópio já realizou outras observações profundas, como o CEERS (Cosmic Evolution Early Release Science) e o GLASS (Grism Lens-Amplified Survey from Space), ampliando ainda mais o conhecimento sobre o universo primordial. O James Webb Deep Field não é apenas uma imagem impressionante, mas um passo fundamental na compreensão da história cósmica.

Perguntas frequentes

O que torna o James Webb Deep Field tão especial?

Ele é a imagem infravermelha mais profunda já obtida, revelando galáxias que existiam apenas 600 milhões de anos após o Big Bang. Graças ao grande espelho e aos instrumentos sensíveis do JWST, podemos observar objetos com redshift acima de 10.

Qual a distância das galáxias registradas no Deep Field?

A luz dessas galáxias viajou por mais de 13 bilhões de anos para chegar até nós, o que significa que as vemos como eram quando o universo tinha menos de 5% de sua idade atual. A distância comóvel atual dessas galáxias é de cerca de 32 bilhões de anos-luz.

Como o telescópio James Webb conseguiu capturar essa imagem?

O JWST utilizou seu instrumento NIRCam para capturar luz infravermelha de uma pequena região do céu por várias horas. O espelho primário de 6,5 metros coleta luz de objetos extremamente distantes, e o observatório está localizado no ponto Lagrange L2, longe da interferência térmica e luminosa da Terra.

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