Juno jupiter polar

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Juno jupiter polar em estilo editorial

A sonda Juno da NASA revelou detalhes inéditos dos polos de Júpiter, incluindo ciclones hexagonais e auroras intensas.

Sobre o tema

Lançada em 2011, a sonda Juno entrou na órbita de Júpiter em julho de 2016 com um objetivo claro: estudar a composição, o campo gravitacional e o campo magnético do gigante gasoso, além de explorar suas regiões polares jamais vistas de perto. Diferente de missões anteriores que orbitavam o equador, Juno adotou uma órbita polar altamente elíptica, passando a apenas 4.200 km das nuvens a cada 53 dias. Essa trajetória permitiu capturar imagens espetaculares dos polos, revelando um espetáculo de tempestades ciclônicas organizadas em padrões geométricos.

Nas imagens do polo norte, os cientistas identificaram oito ciclones dispostos em torno de um ciclone central, formando um octógono. Já no polo sul, são cinco ciclones ao redor de um central, em um pentágono. Esses sistemas de tempestades têm diâmetros comparáveis ao tamanho do estado do Texas, nos Estados Unidos, e são extremamente persistentes. Dados do radiômetro de micro-ondas da Juno mostraram que esses ciclones se estendem profundamente na atmosfera, muito além do que se imaginava.

Além dos ciclones, Juno estudou as auroras ultravioletas de Júpiter, que são centenas de vezes mais energéticas que as da Terra. Elas são geradas pela interação do campo magnético com partículas carregadas do Sol, mas com dinâmicas complexas influenciadas pela rápida rotação do planeta (um dia em Júpiter dura apenas cerca de 10 horas). A missão também mapeou o campo gravitacional, revelando que o núcleo de Júpiter não é compacto, mas sim difuso e parcialmente dissolvido, uma descoberta que desafia modelos de formação planetária.

Originalmente prevista para durar até fevereiro de 2018, a missão foi estendida diversas vezes e atualmente opera na fase estendida, realizando sobrevoos rasantes que fornecem dados cada vez mais detalhados. Juno continuará ativa até setembro de 2025, quando será deliberadamente desorbitada para evitar contaminação da lua Europa, um possível habitat para vida microbiana. Seus achados sobre os polos de Júpiter não apenas ampliam o conhecimento do maior planeta do Sistema Solar, mas também ajudam a entender processos atmosféricos em exoplanetas.

Perguntas frequentes

Por que a Juno foi projetada para orbitar os polos de Júpiter?

A órbita polar permite que a sonda passe diretamente sobre as regiões polares, que são pouco conhecidas, e também estude o campo magnético e gravitacional com mais precisão, já que as linhas de campo magnético convergem nos polos.

O que a Juno descobriu sobre os polos de Júpiter?

Descobriu ciclones gigantes organizados em padrões geométricos: oito no polo norte e cinco no sul. Também revelou auroras intensas e que o núcleo do planeta é difuso, não sólido.

Como a Juno consegue resistir à radiação intensa de Júpiter?

A sonda possui um cofre de titânio para proteger seus instrumentos eletrônicos mais sensíveis e adota uma trajetória que minimiza o tempo em zonas de alta radiação.

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