Sobre o tema
A imunidade de execução de Estados estrangeiros é um princípio do direito internacional que protege os bens de um Estado soberano de medidas coercitivas por outro Estado. No Brasil, adota-se a teoria da imunidade restrita: Estados estrangeiros podem ser processados em ações trabalhistas (imunidade de jurisdição relativizada), mas seus bens não podem ser penhorados (imunidade de execução), salvo exceções como bens comerciais. A Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas (1961) reforça a inviolabilidade dos bens das missões diplomáticas. Esse tema é essencial para concursos da OAB, especialmente em Direito Internacional e Direito do Trabalho, pois envolve a ponderação entre direitos trabalhistas e soberania estatal.
Tópicos relacionados
- Imunidade de jurisdição e execução de estados estrangeiros
- Teoria da imunidade restrita no direito internacional
- Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas e inviolabilidade de bens
- Execução trabalhista contra estados estrangeiros no Brasil
Enunciado
A embaixada de um estado estrangeiro localizada no Brasil contratou um empregado brasileiro para os serviços gerais. No final do ano, não pagou o 13º salário, por entender que, em seu país, este não era devido. O empregado, insatisfeito, recorreu à Justiça do Trabalho. A ação foi julgada procedente, mas a embaixada não cumpriu a sentença. Por isso, o reclamante solicitou a penhora de um carro da embaixada. Com base no relatado acima, o Juiz do Trabalho decidiu
Alternativas
- A)
deferir a penhora, pois a Constituição atribui competência à justiça brasileira para ações de execução contra Estados estrangeiros.
- B)
indeferir a penhora, pois o Estado estrangeiro, no que diz respeito à execução, possui imunidade, e seus bens são invioláveis.
- C)
extinguir o feito sem julgamento do mérito por entender que o Estado estrangeiro tem imunidade de jurisdição.
- D)
deferir a penhora, pois o Estado estrangeiro não goza de nenhuma imunidade quando se tratar de ações trabalhistas.
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Perguntas frequentes
Qual a diferença entre imunidade de jurisdição e imunidade de execução?
Imunidade de jurisdição impede que um Estado estrangeiro seja processado em tribunais de outro Estado; já a imunidade de execução impede que bens de um Estado estrangeiro sejam penhorados ou confiscados, mesmo após condenação judicial.
O Brasil adota a imunidade absoluta ou restrita para estados estrangeiros?
O Brasil adota a imunidade restrita: estados estrangeiros podem ser demandados em ações trabalhistas e comerciais, mas seus bens públicos (como os de embaixadas) permanecem imunes à execução.
Quais bens de um estado estrangeiro são passíveis de penhora no Brasil?
Apenas bens de natureza comercial ou privada, que não estejam afetados a atividades diplomáticas ou consulares, podem ser penhorados. Bens de embaixadas são invioláveis pela Convenção de Viena.
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