Questões do FUVEST
Vestibular da USP.
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- 2023· Questão 16· portuguese, history
TEXTO PARA AS QUESTÕES 16 E 17 Luc Boltanski e Ève Chiapello demonstram com clareza e sagacidade a capacidade antropofágica do capitalismo financeiro que "engole" a linguagem do protesto e da libertação para transformá-la e utilizá-la para legitimar a dominação social e política a partir do próprio mercado. Na dimensão do mundo do trabalho, por exemplo, todo um novo vocabulário teve que ser inventado para escamotear as novas transformações e melhor oprimir o trabalhador. Com essa linguagem aparentemente libertadora, passa-se a impressão de que o ambiente de trabalho melhorou e o trabalhador se emancipou. Assim houve um esforço dirigido para transformar o trabalhador em "colaborador", para eufemizar e esconder a consciência de sua superexploração; tenta-se também exaltar os supostos valores de liderança para possibilitar que, a partir de agora, o próprio funcionário, não mais o patrão, passe a controlar e vigiar o colega de trabalho. Ou, ainda, há a intenção de difundir a cultura do empreendedorismo, segundo a qual todo mundo pode ser empresário de si mesmo. E, o mais importante, se ele falhar nessa empreitada, a culpa é apenas dele. É necessário sempre culpar individualmente a vítima pelo fracasso socialmente construído. SOUZA, Jessé. Como o racismo criou o Brasil. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2021. De acordo com o texto, o uso de "colaborador" no lugar de "trabalhador", no campo das relações de trabalho, indica
- 2023· Questão 17· portuguese
TEXTO PARA AS QUESTÕES 16 E 17 Luc Boltanski e Ève Chiapello demonstram com clareza e sagacidade a capacidade antropofágica do capitalismo financeiro que "engole" a linguagem do protesto e da libertação para transformá-la e utilizá-la para legitimar a dominação social e política a partir do próprio mercado. Na dimensão do mundo do trabalho, por exemplo, todo um novo vocabulário teve que ser inventado para escamotear as novas transformações e melhor oprimir o trabalhador. Com essa linguagem aparentemente libertadora, passa-se a impressão de que o ambiente de trabalho melhorou e o trabalhador se emancipou. Assim houve um esforço dirigido para transformar o trabalhador em "colaborador", para eufemizar e esconder a consciência de sua superexploração; tenta-se também exaltar os supostos valores de liderança para possibilitar que, a partir de agora, o próprio funcionário, não mais o patrão, passe a controlar e vigiar o colega de trabalho. Ou, ainda, há a intenção de difundir a cultura do empreendedorismo, segundo a qual todo mundo pode ser empresário de si mesmo. E, o mais importante, se ele falhar nessa empreitada, a culpa é apenas dele. É necessário sempre culpar individualmente a vítima pelo fracasso socialmente construído. SOUZA, Jessé. Como o racismo criou o Brasil. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2021. O uso dos verbos "passar" (2º parágrafo) e "tentar" (3º parágrafo) no texto, em sua forma pronominal, revela
- 2023· Questão 18· history
"Os vadios são o ódio de todas as nações civilizadas, e contra eles se tem muitas vezes legislado; porém as regras comuns relativas a este ponto não podem ser aplicáveis ao território de Minas; porque estes vadios, que em outra parte seriam prejudiciais, são ali úteis". Desembargador J.J. Teixeira Coelho. "Instruções para o governo da capitania de Minas Gerais (1780)". Apud SOUZA, Laura de Mello e. Os desclassificados do ouro. A pobreza mineira no século XVIII. Rio de Janeiro: Graal, 1982. A partir da leitura do excerto, que aborda aspectos da sociedade mineira do século XVIII, é correto afirmar que, nessa sociedade,
- 2023· Questão 19· history
"A Exposição Internacional do Centenário de 1922 no Rio de Janeiro constituiu uma versão brasileira grandiosa, embora anacrônica, das exposições do século XIX, destinadas a celebrar o ideal nacional. Para essa mostra o México enviou uma importante delegação, com farto material de exposição, tendo inclusive construído um pavilhão especial para abrigar seus produtos. José Vasconcelos (1881-1952), o filósofo e intelectual mexicano de maior destaque (...), chefiou a delegação mexicana. No final da exposição, o México deixou no Rio um Cuauhtémoc carioca olhando para a baía da Guanabara, e Vasconcelos partiu levando uma bagagem de mitos nacionais brasileiros (...)". TENORIO TRILLO, Mauricio. "Um Cuahtémoc Carioca: comemorando o Centenário da independência do Brasil e a raça cósmica". Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 7, n. 14, 1994. No ano seguinte à celebração do centenário da independência do México, o governo mexicano enviou ao Brasil uma delegação para participar dos festejos do centenário da independência brasileira e escolheu, para simbolizar seu país, a figura de Cuahtémoc, imperador asteca que morreu na luta de resistência contra os conquistadores espanhóis. A partir do excerto, é correto atestar a seguinte semelhança entre os dois países:
- 2023· Questão 20· geography, history
"Eu quase fui um índio sacana, como meu tio. (...) Desses índio que são índio pela metade. Ou seja, qui nem índio, nem branco, nem cholo, nem negro, nem serrano, nem costeiro, nem camponês, nem equatoriano, nem estrangeiro, nem nada. Índio sacana, claro. Índio qu'está à vista de toda gente e ninguém vê, qu'está mesminho nas ruas todos os dias, caminhando pra lá pra cá, buscando trabalho nas porta de gente rica, de jardineiro, de mensageiro, cuidador de cachorros, saloneiro, caseiro, criador de crianças, de toda classe de trabalho. Chofer. O Equador está cheinho de índio sacana assim. Desse tipo d'índio que não é nada". CARVALHO-NETO, Paulo de. Meu tio Atahualpa. Rio de Janeiro: Salamandra, 1978. A expressão "índio sacana", presente no texto, faz referência a:
- 2023· Questão 21· geography
"O Equador alertou, em julho de 2020, sobre a presença de embarcações próximas às Ilhas Galápagos, principalmente com bandeira chinesa. As ilhas estão a 1.000 km do continente, e a área inclui uma reserva marinha de 133 mil km2 . Os navios pesqueiros se encontram em águas internacionais, mas sua proximidade do arquipélago, classificado como Patrimônio Natural da Humanidade, preocupa as autoridades equatorianas". Disponível em https://www.dw.com/. Adaptado. O texto aborda a pesca em águas oceânicas internacionais, sobre a qual é correto afirmar:
- 2023· Questão 24· physics
"De acordo com o órgão responsável pela área de telecomunicações e radiodifusão dos Estados Unidos, considera-se ionizante qualquer radiação eletromagnética que transporte energia maior que 10 eV (elétron-volts). Essa energia é equivalente àquela transportada pelo ultravioleta longínquo, uma das faixas mais energéticas do ultravioleta, que se estende entre 122 nm e 200 nm de comprimento de onda." Disponível em https://mundoeducacao.uol.com.br/. Adaptado. "De acordo com a professora Patricia Nicolucci, da USP, há dois tipos de radiação: a ionizante e a não ionizante. Mas elas possuem características diferentes de interação com o corpo humano. '[Alguns tipos de radiação] são consideradas não ionizantes porque a energia não é suficiente para liberar elétrons quando interagem com o tecido do corpo humano ou qualquer outro material. Já a radiação ionizante, utilizada em medicina nuclear e em radioterapia, tem uma energia maior, o que lhe confere essa característica de tirar elétrons dos átomos da matéria com a qual interage'." Disponível em https://www5.usp.br/noticias/. Adaptado. Com base nos textos e nos seus conhecimentos, assinale a alternativa correta.
- 2023· Questão 31· portuguese
"Mas não medimos os tempos que passam, quando os medimos pela sensibilidade. Quem pode medir os tempos passados que já não existem ou os futuros que ainda não chegaram? Só se alguém se atrever a dizer que pode medir o que não existe! Quando está decorrendo o tempo, pode percebê-lo e medi-lo. Quando, porém, já estiver decorrido, não o pode perceber nem medir, porque esse tempo já não existe". Santo Agostinho. Confissões. O tempo físico e o tempo psicológico se diferenciam na medida em que o primeiro se firma na objetividade e o segundo, na subjetividade. De acordo com os argumentos de Santo Agostinho, pode-se dizer que, no romance Angústia, de Graciliano Ramos, a passagem que melhor exprime a duração interior é:
- 2023· Questão 32· portuguese
TEXTO PARA AS QUESTÕES 32 E 33 O QUINTO IMPÉRIO Triste de quem vive em casa, Contente com o seu lar, Sem que um sonho, no erguer de asa, Faça até mais rubra a brasa Da lareira a abandonar! Triste de quem é feliz! Vive porque a vida dura. Nada na alma lhe diz Mais que a lição da raiz — Ter por vida a sepultura. Eras sobre eras se somem No tempo que em eras vem. Ser descontente é ser homem. Que as forças cegas se domem Pela visão que a alma tem! E assim, passados os quatro Tempos do ser que sonhou, A terra será teatro Do dia claro, que no atro Da erma noite começou. Grécia, Roma, Cristandade, Europa — os quatro se vão Para onde vai toda idade. Quem vem viver a verdade Que morreu D. Sebastião? Fernando Pessoa. Mensagem. De acordo com o texto, a ideia de felicidade, também nuclear em outros poemas de Mensagem,
- 2023· Questão 33· portuguese
TEXTO PARA AS QUESTÕES 32 E 33 O QUINTO IMPÉRIO Triste de quem vive em casa, Contente com o seu lar, Sem que um sonho, no erguer de asa, Faça até mais rubra a brasa Da lareira a abandonar! Triste de quem é feliz! Vive porque a vida dura. Nada na alma lhe diz Mais que a lição da raiz — Ter por vida a sepultura. Eras sobre eras se somem No tempo que em eras vem. Ser descontente é ser homem. Que as forças cegas se domem Pela visão que a alma tem! E assim, passados os quatro Tempos do ser que sonhou, A terra será teatro Do dia claro, que no atro Da erma noite começou. Grécia, Roma, Cristandade, Europa — os quatro se vão Para onde vai toda idade. Quem vem viver a verdade Que morreu D. Sebastião? Fernando Pessoa. Mensagem. Mensagem reconduz a história de Portugal a partir de uma reinterpretação do tempo histórico. No poema, o tempo é encarado segundo uma concepção
- 2023· Questão 34· philosophy
O filósofo David Hume apresenta a seguinte relação entre sensações (ou, em suas palavras, sentimentos) e ideias: "Em suma, todos os materiais do pensamento são derivados do nosso sentimento externo e interno. Apenas a mistura e composição destes materiais compete à mente e à vontade. Ou, para me expressar em linguagem filosófica, todas as nossas ideias ou percepções mais fracas são cópias das nossas impressões, ou percepções mais vívidas". HUME, David. Investigação sobre o entendimento humano. Lisboa: Imprensa Nacional / Casa da Moeda, 2002. É possível tornar mais clara a concepção de Hume vinculando-a a fatos cotidianos. Qual situação confirma a relação proposta no excerto?
- 2023· Questão 35· english
TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 35 A 37 From French electronic and Japanese indie to K-pop and Spanish jazz, it's common for people to listen to songs they don't necessarily understand. Not knowing the language of the lyrics, it seems, doesn't stop people from liking—and sometimes even singing along to—a song. Unless the listener is looking up the dictionary meaning of the lyrics, then the dictionary meaning of the lyrics doesn't make or break their appreciation of a song. But why? "It's a complicated answer," said musicologist Lisa Decenteceo, adding that it all starts with what's called "sound symbolism." Sound symbolism refers to the study of the relationships between utterances and their meaning. This doesn't have to do only with music. Marketers, for example, can tune into sound symbolism as part of their strategy in coming up with appealing brand names. In music as well as in branding, Decenteceo explained, there's something about the appeal of words as sounds, beyond their meaning in a language. While things like culture and personal experiences affect people's responses to different kinds of music, she explained there are certain musical techniques that are generally used to convey certain moods. One of which is scale. "Songs in a major scale usually have brighter, happier sounds, while minor scales usually have the slightly darker, melancholic feel," explains Thea Tolentino, a music teacher. The human brain is wired to respond to sound, she added. In a process called entrainment, the brain "synchronizes our breathing, our movement, even neural activities with the sounds we hear." This is why fast-paced music is so popular for running, for example, or why some yoga teachers play rhythmic and melodic tracks in their classes. And there are also the things that accompany the words. "Elements of sound and music like pitch, melody, harmony, timbre, and amplitude have an affective, emotional, psychological, cognitive, and even physical impact on listeners. Music adds so much meaning and dimension to texts through a complex of these avenues," said Decenteceo. What all these things do, she added, is liberate the words. "Song frees the voice from any burden of saying anything meaningful". It's important, then, to understand music as a discourse between musical elements. But all in all, Decenteceo said there's value in whatever immediate appeal people find in the music they listen to, whether or not they understand the words. Music, after all, is the universal language. Disponível em https://www.vice.com/. March, 2022. Adaptado. De acordo com o texto, os estudos sobre as propriedades do som
- 2023· Questão 36· english
TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 35 A 37 From French electronic and Japanese indie to K-pop and Spanish jazz, it's common for people to listen to songs they don't necessarily understand. Not knowing the language of the lyrics, it seems, doesn't stop people from liking—and sometimes even singing along to—a song. Unless the listener is looking up the dictionary meaning of the lyrics, then the dictionary meaning of the lyrics doesn't make or break their appreciation of a song. But why? "It's a complicated answer," said musicologist Lisa Decenteceo, adding that it all starts with what's called "sound symbolism." Sound symbolism refers to the study of the relationships between utterances and their meaning. This doesn't have to do only with music. Marketers, for example, can tune into sound symbolism as part of their strategy in coming up with appealing brand names. In music as well as in branding, Decenteceo explained, there's something about the appeal of words as sounds, beyond their meaning in a language. While things like culture and personal experiences affect people's responses to different kinds of music, she explained there are certain musical techniques that are generally used to convey certain moods. One of which is scale. "Songs in a major scale usually have brighter, happier sounds, while minor scales usually have the slightly darker, melancholic feel," explains Thea Tolentino, a music teacher. The human brain is wired to respond to sound, she added. In a process called entrainment, the brain "synchronizes our breathing, our movement, even neural activities with the sounds we hear." This is why fast-paced music is so popular for running, for example, or why some yoga teachers play rhythmic and melodic tracks in their classes. And there are also the things that accompany the words. "Elements of sound and music like pitch, melody, harmony, timbre, and amplitude have an affective, emotional, psychological, cognitive, and even physical impact on listeners. Music adds so much meaning and dimension to texts through a complex of these avenues," said Decenteceo. What all these things do, she added, is liberate the words. "Song frees the voice from any burden of saying anything meaningful". It's important, then, to understand music as a discourse between musical elements. But all in all, Decenteceo said there's value in whatever immediate appeal people find in the music they listen to, whether or not they understand the words. Music, after all, is the universal language. Disponível em https://www.vice.com/. March, 2022. Adaptado. Na frase "there are certain musical techniques that are generally used to convey certain moods" (2º parágrafo), a palavra "convey" poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido, por
- 2023· Questão 37· english
TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 35 A 37 From French electronic and Japanese indie to K-pop and Spanish jazz, it's common for people to listen to songs they don't necessarily understand. Not knowing the language of the lyrics, it seems, doesn't stop people from liking—and sometimes even singing along to—a song. Unless the listener is looking up the dictionary meaning of the lyrics, then the dictionary meaning of the lyrics doesn't make or break their appreciation of a song. But why? "It's a complicated answer," said musicologist Lisa Decenteceo, adding that it all starts with what's called "sound symbolism." Sound symbolism refers to the study of the relationships between utterances and their meaning. This doesn't have to do only with music. Marketers, for example, can tune into sound symbolism as part of their strategy in coming up with appealing brand names. In music as well as in branding, Decenteceo explained, there's something about the appeal of words as sounds, beyond their meaning in a language. While things like culture and personal experiences affect people's responses to different kinds of music, she explained there are certain musical techniques that are generally used to convey certain moods. One of which is scale. "Songs in a major scale usually have brighter, happier sounds, while minor scales usually have the slightly darker, melancholic feel," explains Thea Tolentino, a music teacher. The human brain is wired to respond to sound, she added. In a process called entrainment, the brain "synchronizes our breathing, our movement, even neural activities with the sounds we hear." This is why fast-paced music is so popular for running, for example, or why some yoga teachers play rhythmic and melodic tracks in their classes. And there are also the things that accompany the words. "Elements of sound and music like pitch, melody, harmony, timbre, and amplitude have an affective, emotional, psychological, cognitive, and even physical impact on listeners. Music adds so much meaning and dimension to texts through a complex of these avenues," said Decenteceo. What all these things do, she added, is liberate the words. "Song frees the voice from any burden of saying anything meaningful". It's important, then, to understand music as a discourse between musical elements. But all in all, Decenteceo said there's value in whatever immediate appeal people find in the music they listen to, whether or not they understand the words. Music, after all, is the universal language. Disponível em https://www.vice.com/. March, 2022. Adaptado. De acordo com o texto, os aspectos físicos relacionados com elementos tanto do som quanto da música são
- 2023· Questão 40· mathematics
Dado um número natural n ≥ 2, o primorial de n, denotado por n#, é o produto de todos os números primos menores que ou iguais a n. Por exemplo, 6# = 2 ⋅ 3 ⋅ 5 = 30. O menor número da forma n# que é maior que 2000 é:
- 2023· Questão 41· portuguese, philosophy
"Todos os homens, por natureza, tendem ao saber. Sinal disso é o amor pelas sensações. De fato, eles amam as sensações por si mesmas, independentemente de sua utilidade e amam, acima de todas, a sensação da visão. Com efeito, não só em vista da ação, mas mesmo sem nenhuma intenção de agir, nós preferimos o ver, em certo sentido, a todas as outras sensações. E o motivo está no fato de que a visão nos proporciona mais conhecimento do que todas as outras sensações e nos torna manifestas numerosas diferenças entre as coisas". Aristóteles. Metafísica, São Paulo: Loyola, 2002. Nessa passagem, a tese principal apresentada por Aristóteles é a de que "todos os homens, por natureza, tendem ao saber". Com base na construção do argumento, descrever a sensação da visão tem, como função principal, a seguinte tarefa:
- 2023· Questão 43· history
Recentemente a região do Sahel, na África, vivenciou golpes de Estado em quatro países: Sudão, Mali, Chade e Burkina Faso. Podem ser indicadas como causas da instabilidade política na região:
- 2023· Questão 47· portuguese
I. "É indispensável romper com todas as diplomacias nocivas, mandar pro diabo qualquer forma de hipocrisia, suprimir as políticas literárias e conquistar uma profunda sinceridade pra com os outros e pra consigo mesmo. A convicção dessa urgência foi pra mim a melhor conquista até hoje do movimento que chamam de 'modernismo'. Foi ela que nos permitiu a intuição de que carecemos, sob pena de morte, de procurar uma arte de expressão nacional". HOLANDA, Sérgio Buarque de. O lado oposto e outros lados, 1926. II. "Trazendo de países distantes nossas formas de convívio, nossas instituições, nossas ideias, e timbrando em manter tudo isso em ambiente muitas vezes desfavorável e hostil, somos ainda hoje uns desterrados em nossa terra". HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil, 1936. Os dois excertos do historiador e crítico literário Sérgio Buarque de Holanda salientam que a cultura brasileira somente completará a sua formação quando
- 2023· Questão 48· portuguese
Presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte Porque apesar de muito moço, me sinto são e salvo e forte E tenho comigo pensado, Deus é brasileiro e anda do meu lado E assim já não posso sofrer no ano passado Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro Belchior. "Sujeito de sorte". Leia as seguintes afirmações a respeito da letra da música: I - Os adjuntos adverbiais temporais remetem a um contraste entre passado e presente, o que reforça o caráter metafórico do texto. II - A locução "apesar de" contribui para a expressão de um sentimento inesperado em relação ao sentido de "muito moço". III - As formas verbais "morri" e "morro", embora se refiram a momentos distintos, apresentam sentido denotativo. Está correto o que se afirma em:
- 2023· Questão 49· portuguese, history
"Migna terra tê parmeras Che ganta inzima o sabiá. As aves che stó aqui, Tambê tuttos sabi gorgeá. (...) Os rio lá sô maise grandi Dus rio di tuttas naçó; I os matto si perdi di vista, Nu meio da imensidó." BANANÉRE, Juó. "Migna terra". La Divina Increnca. São Paulo: Irmãos Marrano Editora, 1924. Assinale a alternativa que melhor expressa as relações entre o poema e a inserção social de imigrantes italianos no Brasil.
- 2023· Questão 51· english
TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 51 A 53 The expression "dark doldrums" chills the hearts of renewable-energy engineers, who use it to refer to the lulls when solar panels and wind turbines are thwarted by clouds, night, or still air. On a bright, cloudless day, a solar farm can generate prodigious amounts of electricity. But at night solar cells do little, and in calm air turbines sit useless. The dark doldrums make it difficult for us to rely totally on renewable energy. Power companies need to plan not just for individual storms or windless nights but for difficulties that can stretch for days. Last year, Europe experienced a weeks- long "wind drought," and in 2006 Hawaii endured six weeks of consecutive rainy days. On a smaller scale, communities that want to go all-renewable need to fill the gaps. The obvious solution is batteries, which power everything from mobile phones to electric vehicles; they are relatively inexpensive to make and getting cheaper. But typical models exhaust their stored energy after only three or four hours of maximum output, and—as every smartphone owner knows—their capacity dwindles with each recharge. Moreover, it is expensive to collect enough batteries to cover longer discharges. We already have one kind of renewable energy storage: more than ninety per cent of the world's energy-storage capacity is in reservoirs, as part of a technology called pumped-storage hydropower, used to smooth out sharp increases in electricity demand. Motors pump water uphill from a river or a reservoir to a higher reservoir; when the water is released downhill, it spins a turbine, generating power. A pumped-hydro installation is like a giant, permanent battery, charged when water is pumped uphill and depleted as it flows down. Some countries are expanding their use of pumped hydro, but the right geography is hard to find, permits are difficult to obtain, and construction is slow and expensive. The hunt is on for new approaches to energy storage. The New Yorker. Abril, 2022. Adaptado. No texto, a expressão "dark doldrums" descreve:
- 2023· Questão 52· english
TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 51 A 53 The expression "dark doldrums" chills the hearts of renewable-energy engineers, who use it to refer to the lulls when solar panels and wind turbines are thwarted by clouds, night, or still air. On a bright, cloudless day, a solar farm can generate prodigious amounts of electricity. But at night solar cells do little, and in calm air turbines sit useless. The dark doldrums make it difficult for us to rely totally on renewable energy. Power companies need to plan not just for individual storms or windless nights but for difficulties that can stretch for days. Last year, Europe experienced a weeks- long "wind drought," and in 2006 Hawaii endured six weeks of consecutive rainy days. On a smaller scale, communities that want to go all-renewable need to fill the gaps. The obvious solution is batteries, which power everything from mobile phones to electric vehicles; they are relatively inexpensive to make and getting cheaper. But typical models exhaust their stored energy after only three or four hours of maximum output, and—as every smartphone owner knows—their capacity dwindles with each recharge. Moreover, it is expensive to collect enough batteries to cover longer discharges. We already have one kind of renewable energy storage: more than ninety per cent of the world's energy-storage capacity is in reservoirs, as part of a technology called pumped-storage hydropower, used to smooth out sharp increases in electricity demand. Motors pump water uphill from a river or a reservoir to a higher reservoir; when the water is released downhill, it spins a turbine, generating power. A pumped-hydro installation is like a giant, permanent battery, charged when water is pumped uphill and depleted as it flows down. Some countries are expanding their use of pumped hydro, but the right geography is hard to find, permits are difficult to obtain, and construction is slow and expensive. The hunt is on for new approaches to energy storage. The New Yorker. Abril, 2022. Adaptado. Na frase "But typical models exhaust their stored energy after only three or four hours of maximum output, and—as every smartphone owner knows—their capacity dwindles with each recharge." (2º parágrafo), "dwindles" poderia ser substituído, sem prejuízo de sentido, por
- 2023· Questão 53· english
TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 51 A 53 The expression "dark doldrums" chills the hearts of renewable-energy engineers, who use it to refer to the lulls when solar panels and wind turbines are thwarted by clouds, night, or still air. On a bright, cloudless day, a solar farm can generate prodigious amounts of electricity. But at night solar cells do little, and in calm air turbines sit useless. The dark doldrums make it difficult for us to rely totally on renewable energy. Power companies need to plan not just for individual storms or windless nights but for difficulties that can stretch for days. Last year, Europe experienced a weeks- long "wind drought," and in 2006 Hawaii endured six weeks of consecutive rainy days. On a smaller scale, communities that want to go all-renewable need to fill the gaps. The obvious solution is batteries, which power everything from mobile phones to electric vehicles; they are relatively inexpensive to make and getting cheaper. But typical models exhaust their stored energy after only three or four hours of maximum output, and—as every smartphone owner knows—their capacity dwindles with each recharge. Moreover, it is expensive to collect enough batteries to cover longer discharges. We already have one kind of renewable energy storage: more than ninety per cent of the world's energy-storage capacity is in reservoirs, as part of a technology called pumped-storage hydropower, used to smooth out sharp increases in electricity demand. Motors pump water uphill from a river or a reservoir to a higher reservoir; when the water is released downhill, it spins a turbine, generating power. A pumped-hydro installation is like a giant, permanent battery, charged when water is pumped uphill and depleted as it flows down. Some countries are expanding their use of pumped hydro, but the right geography is hard to find, permits are difficult to obtain, and construction is slow and expensive. The hunt is on for new approaches to energy storage. The New Yorker. Abril, 2022. Adaptado. Segundo o texto, quando a geração de energia por células solares ou turbinas eólicas é insuficiente para atender à demanda, uma fonte de energia alternativa envolveria a conversão de
- 2023· Questão 54· chemistry
Uma das apostas para a produção de energia limpa, sem emissão de gases de efeito estufa e sem geração de resíduos radioativos, é a fusão nuclear, como a que ocorre nas estrelas. Em laboratório, são utilizados os isótopos de hidrogênio deutério (21H) e trítio (31H), que, dentro de um intenso campo magnético, são aquecidos a 150 milhões de graus Celsius. Nessas condições, 21H e 31H fundem-se formando 42He e um outro subproduto, além de liberar uma grande quantidade de energia. Com base nessas informações, assinale a alternativa que traz as informações corretas sobre qual é o subproduto formado e sobre a variação de entalpia desse processo.